Comportamento
09/06/2017 3 min

Amor na era digital

Como os relacionamentos de hoje serão contados no futuro?

“Como eu conheci seu avô? Ah, foi assim: naquela época, a gente usava muito smartphone, para tudo – inclusive para namorar.” Muitas histórias de amor que serão contadas para as crianças do futuro vão começar assim. Não dá pra ignorar o quanto a tecnologia mudou a forma como nos relacionamos em geral – com nossas famílias e amigos –, mas também na forma como procuramos e mantemos nossas relações amorosas.

Um dos pontos de destaque é a aproximação de duas pessoas distantes que dificilmente se encontrariam na vida “real”, mas que com a ajuda de aplicativos e sites hoje podem se encontrar. A proximidade, em outras épocas, era um fator mais importante para o casamento, por exemplo.

Uma pesquisa realizada em 1932 pelo sociólogo James H. S Bossard, da Universidade da Pensilvânia, analisou 5 mil certidões de casamento e constatou que um terço dos casais moravam, antes do matrimônio, a uma distância de até cinco quadras uns dos outros. E um em cada oito casais já moravam no mesmo prédio!

Hoje em dia, tanto pelos avanços tecnológicos no transporte quanto pela evolução na comunicação, é possível encontrar casais que se relacionam até mesmo em continentes diferentes.

Essa expansão de horizontes, somado a outros fatores da estrutura social, como a emancipação das mulheres e os avanços dos direitos civis, aumentaram as possibilidades das pessoas na busca por um parceiro. Um dos resultados imediatos é que hoje em dia as pessoas se casam mais velhas. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 1974 a idade média de casamento para mulheres era 23 e para homens 27; em 2014, essa média passou a ser 27 anos para as mulheres e 30 anos para os homens. Trata-se de uma tendência em diversos outros países do mundo.

Outro desdobramento que pode ser apontado como consequência desse aumento de possibilidades é a motivação que as pessoas têm quando procuram um parceiro para a vida. Antes, procurava-se uma pessoa com um bom potencial para construir uma família, enquanto hoje essa busca é muito mais idealista. Para a psicoterapeuta Esther Perel, escritora e especialista em casais, buscamos amor e as exigências não são simples: procuramos uma pessoa que seja ao mesmo tempo o melhor amigo e o amante; a segurança e a surpresa; a novidade e a familiaridade.

Hoje ficou mais fácil se relacionar com alguém que, em vez de morar na mesma quadra, vive em outra cidade ou país, e muitos estão dispostos a lidar com essas distâncias em nome de uma nova expectativa em relação ao amor. O ambiente on-line atualmente é um dos meios mais usados para encontrar parceiros, e muitas histórias de amor começarão como a do nosso primeiro parágrafo. E as histórias de amor do futuro, você consegue imaginar? Deixe seu palpite nos comentários 😉

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