Segurança
26/05/2017 2 minutos

Atenção dividida no trânsito

Dirigir requer atenção permanente e dedicação exclusiva.

Usar o celular dentro do carro em movimento tornou-se algo tão comum – apesar da proibição, multas e riscos – que, aparentemente, as pessoas acham um hábito natural. O problema é que isso tem causado cada vez mais acidentes e mortes, inclusive de pedestres que cruzam o caminho de quem baixou a cabeça apenas para saber quem mandou aquela mensagem. Tudo se resolveria com o uso consciente da tecnologia. E o que é uso consciente? Em poucas palavras: não usar o celular ao volante, assim como não beber antes de dirigir e sempre usar o cinto de segurança. Dirigir requer atenção permanente e dedicação exclusiva.

Mas se for inevitável usar o celular a caminho do trabalho, por exemplo, melhor então deixar o carro na garagem e se tornar o passageiro, já que existem diversas opções de transporte privado e coletivo no mercado. Além disso, para ajudar a passar mais rápido o tempo no trânsito, atualmente são produzidas séries especialmente para assistir no celular. Como o Studio+, que permite que você veja séries curtas e originais com episódios na medida para seu smartphone. É possível assistir on-line ou baixar as séries e curtir no modo off-line, mesmo sem internet.

Já para ajudar na redução de mortes no trânsito, os Estados Unidos desenvolveram um projeto ainda no governo do ex-presidente Barack Obama com a meta de reduzir a zero as vítimas fatais no trânsito, no prazo de trinta anos. Batizado de “Road to Zero” (a caminho do zero, numa tradução livre), o projeto parte do pressuposto que é quase impossível conscientizar o motorista, sempre autossuficiente dentro de um automóvel. A primeira parte do projeto, de curto prazo, inclui o endurecimento nas leis de segurança.

A segunda, de longo prazo e mais importante, é aumentar e estimular os investimentos para a disseminação de carros autônomos, sem motoristas, tirando o ser humano do comando – e dos erros.

A terceira, de médio prazo, já existe e pode ser estimulada: colocar mais softwares de reconhecimento de voz para que não seja mais preciso digitar nem ter que manusear o celular. Os principais fabricantes de carros já têm no mercado recursos que ajudam o motorista a não precisar tirar as mãos do volante nem os olhos da estrada e continuar se comunicando – tudo por voz – com seu celular. Informações podem ser projetadas no para-brisa, por exemplo.

Mas tudo isso leva tempo e custa dinheiro. Os Estados Unidos têm uma frota de 260 milhões de carros nas ruas. Até que todos sejam substituídos por modelos vai demorar, mas uma hora é preciso começar.

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