Inovação
22/11/2017 3 min

Biochip, uma revolução no corpo humano

Implante já é realidade e impulsiona novas aplicações

O que há alguns anos parecia coisa de extraterrestre para monitorar os terráqueos nas histórias de ficção, já beneficia milhares de pessoas no mundo: a inserção de um microchip no corpo para ganhar novas habilidades.

Um dos resultados mais impressionantes do biochip está na saúde. Pesquisadores norte-americanos fizeram um implante para transmitir os sinais de um braço robótico para o cérebro de um paciente tetraplégico, permitindo não só movimentar o equipamento, mas sentir a sensação de tocar os objetos. A ideia é ampliar a tecnologia inovadora para a elaboração de próteses, e, futuramente, recuperar os movimentos dos membros paralisados.

Outra aplicação que vem sendo testada por empresas é a adoção voluntária do biochip em funcionários, com funções como abrir portas, liberar o acesso a computadores, pagar refeições e compartilhar informações. Tudo o que o usuário precisa é se aproximar dos dispositivos de leitura dos chips. Crachás, documentos de identidade e senhas se tornam desnecessários.

Em geral os biochips para dados são implantados entre o polegar e o dedo indicador, por meio de uma injeção. O circuito tem tamanho menor que um grão de arroz e o procedimento é simples. Não emitem nenhum sinal e para que as informações sejam coletadas é preciso se aproximar de um leitor. O conteúdo é criptografado, ampliando a segurança. Não possuem GPS, portanto não permitem o mapeamento e localização do usuário.

No Brasil, qualquer cidadão consegue comprar um biochip de empresas especializadas para fins de identificação, porém tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que proíbe no país a implantação de biochips em humanos, exceto se houver determinação judicial e autorização da própria pessoa ou de seu representante legal.

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