Comportamento
15/11/2017 4 min

Ciência e emoção na hora da compra

Técnicas avançadas revelam a psicologia para ganhar o consumidor

Quem nunca se emocionou com campanhas publicitárias? Quase todo mundo, pois elas são criadas para refletir anseios ou contar histórias com as quais as pessoas se identificam. Os anunciantes contam com um aliado imbatível: o neuromarketing.

Frequentemente usado como complemento das ferramentas tradicionais de marketing, o método oferece às empresas a possibilidade de compreender quais são os motores psicológicos de compra e tomada de decisão que influenciam seus clientes – e assim, implementar uma abordagem com maiores chances de sucesso, não só de vendas efetivas, mas também de vínculo afetivo com a marca, fazendo com que tenha uma experiência de bem-estar e satisfação.

As informações valiosas são obtidas por meio de estudos neurológicos, com o uso de equipamentos e técnicas que ajudam a desvendar as áreas do cérebro que são ativadas diante de determinado estímulo.

Entre as mais usuais estão o EEG (eletroencefalograma), que registra e avalia as ondas cerebrais e sua intensidade, e o Eye Tracking, que monitora o globo ocular e movimento dos olhos, indicando o que chamou primeiro a atenção, a trajetória do olhar e sua fixação em elementos do site, vídeo ou anúncio. O Face Reader detecta as atividades dos músculos faciais para interpretação das emoções do usuário.

“No neuromarketing, o resultado sempre será compatível com o que o consumidor realmente sentiu no momento em que teve contato com o tema, pois as pessoas falam o que pensam, mas fazem o que sentem”, explica Eliane El Badouy, professora e pesquisadora do comportamento, comunicação, mecanismos de atenção e consumo de mídia do jovem contemporâneo.

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