Segurança
16/06/2017 4 min

Como compartilhar arquivos de forma segura?

Independente do serviço de compartilhamento, o segredo é a postura

Seja na rotina de trabalho ou na vida pessoal, hoje em dia quase nada é tão habitual quanto compartilhar arquivos na internet. Mandar um documento, um recibo, um contrato. Compartilhar uma foto, uma gravação, um áudio. Até as transações monetárias passaram a ser mais virtuais do que nunca. É muita informação transitando – algumas que envolvem dados pessoais, como números de documentos e até endereço – em uma rede que não é, por si só, segura. Então como garantimos o sigilo e a segurança ao enviar arquivos pela internet?

Quando pensamos em envio de arquivos, principalmente os menores, a resposta automática é o e-mail. Criado na década de 70 com um funcionamento bem parecido com o SMS que conhecemos hoje, o e-mail ganhou popularidade nos anos 90 e hoje é um dos grandes meios de comunicação formal – ou seja, usamos outros canais para falar com familiares e amigos, mas o e-mail continua reinando principalmente nos ambientes corporativos. Ao longo dos anos, a tecnologia desse tipo de comunicação remota foi se desenvolvendo e aumentando sua capacidade de armazenamento, mantendo uma vantagem indiscutível: a privacidade. “No e-mail, os arquivos não são públicos. É preciso enviar uma nova mensagem toda vez que se deseja compartilhar os arquivos com alguém novo.“, ressalta João Heytor K. Pereira, cientista da computação e pós-graduando em Arquitetura e Soluções de Tecnologia da Informação.

Ao usar o e-mail para enviar seus arquivos, é possível verificar a confiabilidade do provedor de uma maneira bem simples. “Observe se o serviço possui certificado de segurança – o famoso ‘cadeadinho’, que normalmente aparece ao lado esquerdo do endereço do site. Isso cria uma camada a mais de segurança, pois garante que os dados trafegados naquele serviço possuem criptografia.”, informa João Heytor. Apesar dessas vantagens, o e-mail esbarra na incapacidade de comportar arquivos muito grandes.

Foi como solução para esse problema que os serviços de nuvem conquistaram o coração de muitos. Lá você consegue fazer uploads de arquivos pesados e compartilhá-los, de maneira intuitiva e prática. Isso facilita bastante o cotidiano, mas também pode oferecer riscos: “Podemos facilmente nos confundir e compartilhar pastas completas ao invés de um arquivo, em apenas alguns cliques. O ideal é evitar criar links públicos e sempre especificar o e-mail da pessoa para quem estamos enviando o arquivo, garantindo uma autenticação da sua identidade.”, aconselha João Heytor.

Existem ainda algumas dicas mais abrangentes que podem nos ajudar na hora de mantermos o sigilo de nossos dados e arquivos:

  • Use bem o melhor e mais simples recurso de segurança: sua senha. Ter senhas fortes e trocá-las com frequência é importante, mesmo que incomode quando pensamos na quantidade de contas que temos em plataformas e serviços on-line. Precisa de uma ajudinha? Gerenciadores de senha como o Last Pass são uma boa para ajudar a criar e armazenar senhas boas.
  • Busque serviços de e-mail e armazenamento em nuvem que possuam o sistema de “verificação em duas etapas”. Isso significa que além de uma senha, para acessar a sua conta será necessário fornecer um código enviado por SMS para o celular cadastrado.
  • Serviços como o Peerio também podem ser interessantes, já que ele oferece criptografia de ponta a ponta para mensagens, nuvem e arquivos de até 400MB.

É importante lembrar que apesar dos serviços que usamos terem uma responsabilidade com a nossa segurança, fazermos a nossa parte também é essencial. Para ajudar o internauta brasileiro nessa tarefa, o Centro de Estudos, Respostas e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil elaborou uma cartilha bem completa sobre Segurança na Internet. Informação é a principal ferramenta de segurança: use sempre.

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