Segurança
29/01/2016 3 min de leitura

Conscientizando crianças e adolescentes

Humaniza Redes utiliza redes sociais para ampliar diálogo com os mais jovens.



Além de propagar o respeito ao próximo, o Humaniza Redes também busca fazer com que as pessoas conheçam os seus direitos. Há uma preocupação especial em relação às crianças e adolescentes na rede. “Muitas violações, como os casos de pedofilia, por exemplo, têm início na Internet. E, como cada vez mais jovens têm acesso on-line, há uma preocupação em alertá-los para o uso consciente da web”, afirma a coordenadora do serviço, Dayane Nunes.

Muitas vezes as pessoas, e em especial os mais jovens, acabam participando de violações de Direitos Humanos nas redes sociais, postando conteúdo de fundo racista ou xenófobo, por exemplo. Para Dayane, muitos deles podem ser considerados ‘trolls’ – um termo para definir os provocadores da rede. “Tem a questão da ‘zoeira’ e dos ‘trolls’, que acham que bullying é brincadeira”, diz ela. “É preciso mostrar que não é, e que o bullying tem consequências graves”. Outro problema é o das imagens de nudez de menores, que configura crime de pornografia infantil (leia mais sobre os “nudes” aqui). “Nós alertamos as meninas para não terem comportamentos machistas e sexistas e não compartilhar imagens íntimas. Não é preciso enviar ‘nudes’ para agradar ou conquistar alguém”, defende.

Mas assim mesmo, Dayane encara a presença das crianças e adolescentes nas redes com otimismo. “É um público mais fácil de conscientizar, porque eles desconhecem os efeitos que causam nas outras pessoas”, afirma. “As redes sociais são como uma sala de aula, onde o diálogo acontece”, diz a coordenadora. “O público que acessa a Internet é cada vez mais jovem. Por isso, buscamos lidar com assuntos do cotidiano desse público.”

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