Comportamento
05/06/2017 2 min

Dicas para se reconectar com uma pessoa viciada em internet

Entender os conflitos que envolvem esse hábito é uma das principais ferramentas para ajudar quem passa por essa situação.

Até o final de 2017, o Brasil deve ter um smartphone por pessoa, de acordo com pesquisa realizada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). Esse crescimento é reflexo de passarmos cada vez mais tempo conectados às redes sociais e navegando pela internet e estarmos sempre querendo tudo isso na palma da mão. Através das telas conhecemos pessoas, lugares e ideias que, muitas vezes, não teríamos acesso.

O problema surge quando deixamos de lado nossos relacionamentos pessoais e ficamos fixos à tela negra, como Narciso, que, por estar fixado pelo espelho d’água, acabou se afogando. A culpa não foi do rio. Essa comparação quem faz é o psicólogo junguiano Pablo de Assis, segundo o qual “o Narciso Moderno pode ter errado ao não tentar socializar com quem está perto e preferir socializar com quem está longe”. E quando isso acontece com quem nos relacionamos? Será que a pessoa está “viciada em internet”?

“Psicologicamente, o que chamamos de vício pode ser visto como uma tentativa de resolver um conflito muito grande, tão grande que, no caso da internet e de dispositivos eletrônicos, algumas pessoas relatam que a abstinência chega a ser pior que a das drogas”, afirma Pablo de Assis.

Esse conflito pode ter diversas raízes, como a solidão e a falta de interação e contato íntimo. Num mundo em que temos cada vez mais facilidades graças à internet, como acesso a contas bancárias, sites de notícias e cursos on-line, pedir para a pessoa se desconectar pode não ser a melhor forma de lidar com o problema. Assis afirma que as pessoas próximas aos Narcisos Modernos muitas vezes os julgam e, ao fazer isso, os afastam.

Segundo ele, se queremos ajudar, devemos nos perguntar como o nosso ambiente está deixando o outro isolado a ponto de ele precisar buscar conexão humana pelos meios virtuais. A partir dessa pergunta, podemos pensar em estratégias que nos aproximem daquele que amamos.

Criar um espaço agradável de convívio, livre de julgamentos e conflitos desnecessários é preciso, pois ambientes hostis podem agravar a vontade de fugir e voltar para o mundo virtual. Outra tática que pode ajudar é encontrar áreas de interesse dos dois em ambientes digitais, como fazer vídeo-chamadas quando estiverem distantes, acompanhar séries juntos, pesquisar lugares para conhecer e, porque não, praticar jogos eletrônicos juntos.

Se precisar de dicas de séries, aqui no Dialogando é possível encontrar várias 😉

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