Segurança
26/01/2016 3 min de leitura

Fato ou boato?

Site ajuda a revelar as “pegadinhas” de notícias em redes sociais.

Edgard MatsukiCriado pelo jornalista Edgard Matsuki em junho de 2013, o site Boatos.org busca jogar uma luz na desinformação que toma conta das redes sociais ao mostrar quais são as notícias falsas que circulam na web. De forma colaborativa, o site conta com o apoio massivo de leitores, que denunciam ou perguntam se determinada notícia é verdadeira ou falsa.

Mas qual é a origem destes boatos? O que pode parecer a princípio uma brincadeira inofensiva tem um fundo comercial. “Existem sites que ganham dinheiro com cliques – a cada mil visualizações eles ganham um valor. Aí criam-se links que chamam a atenção para se ganhar dinheiro”, explica ele.

Na condição de “caçador de boatos”, Matsuki reconhece alguns padrões quando se trata de boatos on-line. “Uma das características básicas é o caráter bombástico da publicação”, diz ele. “Muitas vezes as manchetes são escritas inteiramente em maiúsculas e abusam dos pontos de exclamação”, diz ele. Outro aspecto recorrente dos boatos é o texto pedir para ser compartilhado.

Entre os temas que mais geram boatos estão os de fundo político, religioso ou sobre saúde. Esses últimos são considerados por Matsuki os mais perigosos. “Recentemente tivemos que desmentir uma notícia que dizia que o limão congelado ajuda no tratamento do câncer o que não é verdade. E isso é muito perigoso, pois pode levar uma pessoa a interromper o tratamento para utilizar algo que não vai resolver seu problema”, diz ele.

A solução para isso, segundo o jornalista, passa necessariamente pela educação. “Boatos e fofocas existem desde que o mundo é mundo”, diz ele. “Com a inclusão digital, tem aumentado a disponibilidade de informação mas também de desinformação. Quanto mais conteúdo, mas informações falsas. Mas o que acontece é que hoje se ensina as crianças e adolescentes a utilizar a tecnologia, mas não a refletir sobre ela. É preciso que isso faça parte do processo educativo”.

Na dúvida, Matsuki recomenda uma checagem. “90% das notícias falsas caem por terra após uma simples pesquisa no Google”, diz ele.

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