Comportamento
05/01/2018 4 min

Iniciativa digital fortalece a formação de novas famílias

Ferramentas tecnológicas facilitam debate e unem pessoas em torno de mesma causa

A iniciativa de um grupo de cerca de 400 pessoas LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais) que criaram páginas no Facebook para discutir planos de ter filhos se disseminou pela internet e levou à criação da Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (ABRAFH). O movimento, impulsionado pelas telas de dispositivos tecnológicos evoluiu para um encontro nacional com a presença de 40 famílias, continuou se expandindo e acabou se tornando uma organização civil constituída.

O uso das redes sociais fortaleceu e ampliou o debate na busca de troca de experiências e apoio para garantir os direitos e proteção das crianças inseridas nessas novas formações familiares. Na era da sociedade conectada, a tecnologia oferece importantes ferramentas para aproximar essas famílias e levar informações que ajudem a esclarecer, conscientizar e combater preconceitos. No Facebook, a rede social que conecta pessoas do mundo todo, um texto de uma criança sobre seu amor aos pais adotivos, um casal homoafetivo,  repercutiu com mais de 48 mil curtidas e 12 mil compartilhamentos. Um perfil do Instagram, como o  Gays With Kids, que traz fotos incríveis de pais e filhos, tem mais de 60 mil seguidores. Um blog sobre homossexualismo traz um depoimento emocionante sobre um pai gay.

As novas famílias estão provocando uma série de transformações e estimulando as pessoas a reavaliarem velhas concepções de vida. Muitas campanhas que abordam as novas composições familiares têm ganhado grande repercussão. Uma delas é a da Vivo. Com o slogan “Viva mais as novas famílias” e a hashtag #SaberAmar, retrata situações comuns e emocionantes do dia a dia.

A diversidade das novas composições familiares é a realidade da maioria das famílias brasileiras. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje 50,1% dos lares no país apresentam uma organização diferente da tradicional, não só como as uniões homoafetivas – com dois pais ou duas mães –, mas também aquelas em que apenas um dos pais cria os filhos, ou os tios, ou os avós, e até mesmo alguém sem nenhum parentesco, mas unido pelos laços afetivos.

Para conhecer a associação das famílias ou fazer parte dela, clique aqui.

VOLTAR

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados