Comportamento
03/01/2018 3 min

Internet: aliada no combate ao preconceito

A conectividade permite influenciar a sociedade de forma positiva

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar”. A declaração de Nelson Mandela, dada há mais de 20 anos, continua atual e mostra que a construção de uma sociedade em que imperem o respeito à diversidade e à liberdade de escolha é um processo em permanente evolução. O que mudou na era da conectividade é o poder que a internet deu a cada pessoa de colaborar ativamente nesse desafio e derrubar preconceitos.

Cientes da força desse novo movimento, grandes corporações fazem sua parte. O Facebook, maior rede social do mundo incentiva seus 2 bilhões de usuários a expressar seu suporte às causas dos direitos humanos com o uso de recursos especiais, como o emoji colorido criado para celebrar o dia do orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). A Apple suspendeu o uso de seu sistema de pagamento em sites supremacistas brancos.

Mas o que tem chamado de fato a atenção são as iniciativas criativas e com poucos recursos de crianças e jovens nas redes sociais, combatendo estereótipos e demostrando o valor da formação humanitária para as novas gerações. Cacai Bauer é a primeira youtuber brasileira com síndrome de Down e comprova aos seus 7 mil seguidores que ser diferente não é sinônimo de limitação. Carolina Monteiro, de 8 anos, destaca em seus vídeos a beleza de seu cabelo black power. Junior Silva, de 12 anos, faz sucesso também com suas aulas on-line de crochê, algumas com mais de 70 mil visualizações.

Trazer para o mundo virtual os bons exemplos da vida real é outro caminho de transformação. Há alguns meses, a história de um garotinho que precisava cortar o cabelo emocionou os internautas. Jack, um menino branco de 5 anos, teve a ideia de fazer um penteado igual ao do seu melhor amigo, Reddy, para confundir a professora na escola. O coleguinha é negro, mas a única diferença que ele viu foi o corte de cabelo. Quer saber mais, assista ao vídeo.

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