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09/11/2016 3 min de leitura

O que os filmes de ficção acertaram sobre a tecnologia do futuro

Listinha

Está cheio de gente que não gosta de onde vive. Tem quem não curte nem a época em que está – e se pega às vezes sonhando estar nos séculos 18, 19, imaginando o que romanticamente veem nos filmes, com seus bailes e festas à luz de candelabros imensos. Mas há os que viajam para o futuro, tentando se colocar em um mundo de vantagens e facilidades inundado pela tecnologia. A diferença entre os dois grupos é que um se chama história – e dá para saber como era a vida. O outro, ficção científica – e tudo que se pode fazer é especular. O cinema está repleto de tentativas de projetar na tela como seria a existência humana em um tempo que está longe de chegar. Alguns filmes erram, outros acertam – ou foram tão criativos que inspiraram invenções. Seria impossível analisar todos eles numa reportagem, é claro. Mas o Dialogando relembra aqui cinco clássicos da década de 80, com seus erros e acertos. Confira e recorde.

Blade Runner (1982)

Esse filme, mais do que um clássico, é um cult. Riddley Scott dirigiu um filme que rompia com os padrões de ficção científica de até então. Em vez de apresentar um mundo totalmente novo graças à tecnologia, ele mostra o futuro que não é para todos, que se mistura com o velho e até decadente. O ambiente é sombrio, decadente, mas mesclado com outdoors digitais, veículos voadores e androides. A produção acertou ao mostrar que o futuro invade o presente em fragmentos desordenados. Outro acerto específico foi a videoconferência, mas que tem cara de obsoleta hoje. As conversas por vídeo atualmente são bem melhores que as do filme.

De volta para o futuro II (1989)

Viajar no tempo é um dos temas mais recorrentes na ficção científica. A ciência ainda não conseguiu nem provar se isso é possível. A trilogia De volta para o futuro é baseada nessa premissa, mas ele traz pelo menos uma tecnologia possível hoje, os wearables, computadores que se usam no corpo. O personagem principal, Marty McFly (Michael J. Fox), aparece com óculos de realidade virtual. O Oculus Rift mostra que o filme acertou. O Google Glass também. Mas ainda não existe nada parecido com o skate voador, que certamente fará sucesso se for inventado algum dia.

O exterminador do futuro (1984)

Outro tema muito comum nos filmes de ficção são os robôs e androides. O ser humano, afinal, sempre sonhou em ter uma máquina que fizesse o seu trabalho. Essa vontade aparece no desenho Os Jetsons, da década de 60, com a empregada-robô, e chega à substituição de soldados humanos por máquinas em O Exterminador do futuro. Com Arnold Schwarzenegger no papel principal, a série de filmes mostra uma máquina não só muito mais forte e poderosa, mas que também aos poucos aprende algo de sentimentos. A forma humana é uma visão romântica, que dificilmente vai acontecer em um mundo prático. Soldados cibernéticos não precisam ter forma nenhuma. Precisam apenas matar. Os drones já são uma versão desses soldados – e voam. Mas não seria melhor investir na paz?

O vingador do futuro (1990)

Estrelado por Arnold Schwarzenegger e Sharon Stone, o filme tem como tema principal a realidade virtual. O mundo está muito longe de agências de turismo que ofereçam férias virtuais por meio de implantes de memória, mas a tecnologia atual caminha em direção a experiências sensoriais desse tipo. A ficção, que parecia (com o perdão pelo trocadilho) virtualmente impossível na época, hoje parece plausível. O filme tem outro acerto específico ao mostrar uma rede de táxis com automóveis sem um motorista humano (mas com um robô que mais lembra o boneco de um ventríloquo) chamado Johnny Cabs. O Google está na liderança desse avanço, mas não é a única, e alguns estados americanos já permitem a circulação desses carros para testes.

Jornada nas Estrelas III – À procura de Spock (1984)

A série toda não é um clássico por acaso. Impressora 3D, videoconferência, computador de mão e reconhecimento de voz são algumas das previsões que se tornaram realidade. Neste filme de 1984, aparece um aparelho que é, na prática, o telefone celular. O mais surpreendente é que o inventor do primeiro “tijolão”, Martin Cooper, disse em entrevista à revista americana Time que o filme deu a ele a inspiração. E o do filme era um elegante flip, que também deve ter inspirado outros fabricantes nos anos seguintes. Na série de televisão, esse comunicador está no pulso, o que também é um acerto. Em termos de previsões corretas, dá um banho em todos.

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