Educação
09/08/2017 3 min

Olhos sobre a tela: existe um tempo ideal de conexão para crianças e adolescentes?

Diretrizes da renomada Academia Americana de Pediatria trazem esclarecimentos sobre o tema.

Certamente você já deve ter observado a seguinte cena: um casal conversa animadamente em um restaurante, enquanto os filhos interagem concentrados em seus tablets e celulares. Apesar desse comportamento ser cada vez mais comum, vale refletir sobre os riscos da exposição excessiva a esses dispositivos.

Inegavelmente, a conduta dos pais influencia na forma como os filhos vão se relacionar com as tecnologias existentes. Para se ter uma ideia, uma pesquisa realizada pela Common Sense Media mostrou que os adultos passam cerca de nove horas na frente de telas, incluindo  smartphone, tablet, TV e computador.

Quem pensa que as questões profissionais impactam nesse quadro, engana-se: apenas duas dessas horas estão relacionadas ao trabalho. Outro dado importante da pesquisa aponta que 78% dos entrevistados acreditam ser bons modelos de como seus filhos deveriam usar a tecnologia digital.

Segundo a Academia Americana de Pediatria (AAP), as mídias digitais com conteúdos de boa qualidade podem apresentar benefícios para crianças a partir de 18 meses. O órgão propõe também uma participação mais ativa de pais, responsáveis e pediatras na busca de um uso consciente desses recursos.

Para crianças de 2 a 5 anos, a recomendação é dosar cerca de no máximo 1 hora por dia, sempre com conteúdos adequados e contando com o acompanhamento contínuo dos adultos. Já para crianças acima de 6 anos, recomenda-se ainda estipular limites claros onde a rotina da criança seja dividida entre outras atividades essenciais.

Discutir sobre uma possível quantidade de horas considerada ideal é algo que está cada vez mais em desuso. Segundo Juliana Cunha, coordenadora psicossocial da SaferNet Brasil, mais importante que o controle da quantidade de tempo de tela é a mediação dos adultos em relação à qualidade deste uso, estimulando o acesso a conteúdos e ambientes positivos que favoreçam uma apropriação mais construtiva e interessante das tecnologias.

De forma geral, tanto para as crianças, como para os adolescentes, um diálogo aberto com os pais, responsáveis e educadores também é fundamental. Além disso, os jovens precisam encontrar um ambiente familiar sadio e acolhedor, capaz de proporcionar prazer no relacionamento fora do ambiente virtual.

Dessa forma, os dispositivos tecnológicos podem se estabelecer como uma alternativa de entretenimento e educação contemporânea que pode ser aproveitada sempre de forma equilibrada.

 

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