Segurança
05/04/2017 2 min

Privacidade em tempos modernos

A sua está protegida?

A Internet está recheada de informações pessoais de milhões de indivíduos – as redes sociais estão aí para provar que as pessoas usam esse meio para compartilhar suas vidas com amigos, entes queridos, colegas de trabalho etc. Mas existe na rede muito mais do que as fotos e fatos que compartilhamos por livre espontânea vontade. Com uma simples compra na internet, informamos nosso endereço, números de documentos, dados bancários – isso para não falar no tipo de informação que se pode obter de um aplicativo de troca de mensagens: fotos, planos, outros inúmeros tipos diferentes de dados pessoais.

É claro que as empresas de tecnologia e do e-commerce tem responsabilidade de proteger esses dados e a nossa privacidade, e a maioria delas faz sua parte muito bem. No entanto, com as mudanças recentes no cenário da política mundial, é para os governos e as instituições públicas (tanto locais quanto internacionais) que voltamos nossas preocupações sobre privacidade. A questão de segurança pública se confunde com a preservação da privacidade de maneira bem intricada: se a quebra de sigilo for permitida para impedir que alguém cometa um crime, a privacidade de todos não estaria em jogo? Quem é responsável por julgar de quem são os dados que precisam ser acessados? Essas questões tomam proporções ainda maiores quando nos deparamos com instituições públicas cada vez mais fragilizadas e instáveis.

Apesar da complexidade dessa questão, existem algumas medidas, aplicativos e plataformas que tornam o tráfego de informações pessoais mais seguro. O Whatsapp é um bom exemplo: ao usar a criptografia de ponta a ponta, o aplicativo faz com que somente os dois lados envolvidos na conversa tenham a chave para “desvendar” o código – ou seja nem mesmo a empresa que presta o serviço de troca de mensagens tem acesso ao conteúdo delas. “É como se estivéssemos enviando uma carta em português para nossos familiares (que moram distantes e são os únicos que sabem português) em um mundo aonde todos falam chinês (inclusive os carteiros). A carta até poderia ser aberta, mas ninguém sabe a língua para decifrar a mensagem.”, explica o analista de pesquisa e desenvolvimento, Mateus Gagliardi.

Outros aplicativos de chat instantâneo também usam esse tipo de criptografia e um bom exemplo é o Signal – que protege até mesmo chamadas em videoconferência e também estipula uma “data de validade” para as mensagens enviadas. O Signal tem como diferencial a vantagem de não ter vínculos com anunciantes – ou seja, não vende nenhum tipo de dados de seus usuários para empresas, como é o caso do Facebook, por exemplo. Também tem serviço de e-mail que usa criptografia: o ProtonMail foi elaborado por um grupo de membros de grandes instituições de ensino e pesquisa dos EUA e da União Europeia e tem sua operação baseada na Suíça, um país com leis mais rigorosas quando o assunto é privacidade.

Além disso, existem duas simples atitudes que podem ser tomadas para melhorar a sua segurança:

  • Crie senhas fortes para o bloqueio de seu celular e computador pessoal – aposte em senhas alfanuméricas, evite usar datas de aniversário e sempre limpe a tela do celular após inserir o código de desenho para não deixar marcas.
  • Evite deixar funções como Bluetooth, WiFi e GPS habilitadas quando estiver em locais públicos para se tornar menos vulnerável a invasões ou rastreamentos.

Finalmente é bom lembrar que os países membros das Nações Unidas tem um compromisso com a proteção da privacidade de seus habitantes, conforme dita o Artigo 12° da Declaração de Direitos Humanos. Caso você tenha sua vida privada violada, existem diversos recursos legais que podem ser abertos, por isso fique sempre atento – ao sentir-se ameaçado, angarie provas e procure as autoridades locais.

Signal – disponível gratuitamente para Androide iOS

ProtonMail 

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