Comportamento
17/07/2017 2 min

Qual é a mulher que você vê?

Como a internet ajuda a ressaltar a pluralidade da representação do feminino

Se antes só eram vistas mulheres brancas, magras, heterossexuais e submissas nos programas de televisão e comerciais, hoje mulheres negras, gordas, lésbicas, bissexuais, transexuais, encontram na internet e nas redes sociais um espaço de liberdade para contar suas histórias, expor seus pontos de vista e reivindicar as pautas que lhes interessam.

Mas por que isso é importante? Porque quando uma menina negra, por exemplo, passa a vida toda vendo somente mulheres brancas como desejáveis, bem-sucedidas e admiráveis, ela passa a questionar o valor e até mesmo a possibilidade da sua existência – do seu cabelo, do formato do seu nariz, da sua roupa, do seu corpo. Isso somado a uma realidade incrivelmente racista massacra a maneira como essa menina se enxerga.

Mas se essa mesma menina vê na internet um canal no YouTube como o Neggata, onde uma outra garota negra ama e valoriza suas características, a simples identificação pode transformar tanto, que a estética se torna estratégia de resistência e instrumento para a construção de uma sociedade mais igualitária.

“A internet dá voz a experiências que sempre foram silenciadas porque não pertenciam ao socialmente aceitável. Agora é mais possível se reconhecer, criar uma relação de empatia e sentir-se parte de um grupo, por mais heterogêneo que ele seja”, revela Gabriela Delsin, professora de Língua Portuguesa.

Com todas essas novas vozes e possibilidades de articulação, o espaço da internet tem sido muito bem aproveitado para desconstruir o “padrão” que regia o que é ser mulher.

Listamos alguns espaços voltados para as mulheres na rede:

VOLTAR

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados