Inovação
08/11/2017 4 min

Sorria, você está sendo identificado

Biometria facial já está no dia a dia dos brasileiros nas mais diferentes aplicações

Os métodos tradicionais de identificação estão com os dias contados. O reconhecimento – ou biometria – facial, habilitado pelos recursos avançados da inteligência artificial, começa a substituir as velhas senhas com mais precisão e segurança, em funcionalidades onde a imaginação é o limite.

O que torna essa tecnologia tão eficaz e versátil é a interpretação de dados em questão de segundos. Por meio de uma câmera, o software lê e registra detalhes e medidas do rosto de cada indivíduo. Essas informações são codificadas e armazenadas e podem inclusive estar integradas a outros bancos de dados.

O controle de acesso a ambientes restritos é a aplicação que se tornou mais comum. Como em cena de filmes de ficção, um computador escaneia o rosto da pessoa e libera a entrada em prédios, eventos e festas, se ela estiver na lista de convidados, é claro!

A tecnologia também é útil para agilizar o registro de ponto dos funcionários ou a lista de presença dos alunos em sala de aula, por exemplo.

A biometria facial está revolucionando a experiência de compra e as técnicas de marketing. Além de acusar a entrada do cliente no estabelecimento, possibilitando a oferta de produtos de acordo com o perfil da pessoa, permite a análise das expressões e reações do consumidor, captando elementos que podem direcionar as próximas campanhas. A Omnistory, inaugurada em São Paulo e denominada a “loja do futuro”, já usa. A Amazon está desenvolvendo um projeto-piloto de loja física sem atendentes, onde toda a interação e pagamento estão baseados na identificação do visitante.

Segurança é outro setor em que o reconhecimento facial ganha destaque, tanto por sua precisão, estimada em quase 100%, quanto pelo baixíssimo risco de fraude. O novo Iphone X, da Apple, traz o Face ID, função que desbloqueia o celular por biometria facial.

Nos aeroportos brasileiros, passageiros que chegam de voos internacionais são mapeados pela Receita Federal, especialmente para apontar potenciais riscos de contrabando ou drogas.

Com base no mesmo recurso, a companhia aérea Gol lançou o Selfie Check-In, no qual basta o usuário registrar sua foto no aplicativo no celular para liberar o bilhete de embarque por meio da leitura facial.

Na saúde as possibilidades são infinitas. A Unicamp, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano dos EUA, desenvolveu um software baseado em biometria facial capaz de identificar síndromes genéticas raras. A taxa de acerto do computador foi superior a 96%.

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