Segurança
25/08/2017 4 min

Tecnologia e o sigilo de informações nas escolas

Os dados estão mais seguros ou vulneráveis?

Você já parou para pensar na quantidade de informações pessoais que uma escola detém sobre seus alunos? Provavelmente muitas, afinal, professores precisam se inteirar de tudo que possa influenciar a vida escolar das crianças e dos adolescentes. Problemas de ordem familiar, física ou psicológica possuem relação direta no processo de aprendizagem e relacionamento, sendo necessário que os educadores saibam o que se passa. Muito além de um histórico escolar, as circunstâncias da vida pessoal de cada aluno podem dizer muito sobre ele.

Presente no Estatuto da Criança e do Adolescente, a confidencialidade de informações pessoais é um direito dos estudantes. Conforme a lei no. 8.069/90, artigo 17: “O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais”.

No Brasil, o caso de maior notoriedade envolvendo o vazamento de dados pessoais de alunos, colocou um dos colégios mais tradicionais de São Paulo em uma situação difícil e reascendeu a discussão: como as instituições de ensino têm garantido a segurança das informações?  Em 2015, alunos divulgaram nas redes sociais o conteúdo de reuniões entre professores, ocorridas entre 2007 e 2012. O conteúdo era de extremo sigilo, contendo dados familiares e médicos, além de comentários ‘’indiscretos’’ sobre o comportamento na escola e a aparência física dos alunos.

Em tempos onde a tecnologia de ponta e os sistemas de segurança utilizados para manter os dados protegidos parecem ser a solução para problemas como esse, assistimos a vulnerabilidade que repetidamente se torna notícia. Para o especialista em direito digital Renato Opice Blum, tanto os pais do estudante que invadiu o sistema da escola quanto a instituição podem ser punidos pelos vazamentos.

Na internet, o que não falta são notícias de alunos que invadiram o site da escola para alteração de suas respectivas notas, o que também denota uma clara fragilidade. Segundo Altieres Rohr, colunista no G1 e criador do site de segurança Linha Defensiva, apesar dos hackers invadirem sites que até então pareciam totalmente seguros, a ação deles é facilitada em virtude de falhas de segurança absurdas que podem ser aproveitadas por pessoas com poucos conhecimentos em informática.

É importante que no momento de escolher uma instituição de ensino, os pais procurem saber se a escola tem sistemas informatizados de coleta e tratamento de dados do corpo discente, políticas e normas de segurança da informação, se realiza ações de conscientização para o uso seguro da Internet e se é capaz de responder dúvidas e questionamentos de forma efetiva.

Para o uso no dia a dia, esse artigo publicado aqui mesmo no Dialogando vai trazer diversos esclarecimentos sobre uma navegação mais segura, inclusive com dicas práticas de como proteger sua conta de e-mail. Vale a leitura!

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