Sustentabilidade
13/09/2017 4 min

Tecnologia e sustentabilidade, uma parceria de sucesso

O que tem em comum o maior evento de música do país e um dos mais modernos edifícios comerciais de São Paulo?

O que tem em comum o maior evento de música do país e um dos mais modernos edifícios comerciais de São Paulo? Ambos descobriram maneiras inteligentes de utilizar a tecnologia a favor de práticas sustentáveis, assumindo uma responsabilidade ambiental que vai muito além da coleta seletiva de lixo e da reutilização da água da chuva. E o que é melhor: tudo com investimentos viáveis e impactos sociais positivos.

Um dos marcos da arquitetura paulistana, reunindo linhas arrojadas e preservação do patrimônio histórico, o Edifício Pátio Vila Malzoni – onde está a sede da Google no Brasil – impressiona todos que circulam pela movimentada Avenida Faria Lima, com suas duas torres conectadas por um pórtico gigante. Mas é no subsolo de seus 20 andares que se encontra uma das iniciativas ambientais de maior repercussão: a primeira horta subterrânea do país.

Mas como fazer germinar pés de alface, manjericão, alecrim, entre outras verduras e ervas, em um ambiente fechado e sem a luz do sol? É aí que entra o avanço tecnológico, possibilitando concretizar uma ideia original e aproveitar um espaço ocioso. Lâmpadas de LED especiais, de cor azulada e que não emitem calor, fornecem a iluminação necessária para a fotossíntese, com efeito semelhante à luz do dia. A irrigação, outro desafio, foi resolvida com a adoção de um sistema automático instalado em cada caixote de mudas.

O adubo para a manutenção da horta – e dos jardins do edifício – é proveniente da compostagem de resíduos orgânicos realizada em sistema interno. A colheita é distribuída aos usuários do condomínio e restaurantes que funcionam no local. A iniciativa foi tão bem recebida que ganhou uma vertente de educação ambiental e sustentabilidade, com visitas guiadas  para centenas de crianças todos os meses.

Já quem está se preparando para curtir as atrações do Rock in Rio, em setembro, vai poder recarregar seu celular gratuitamente durante o evento nas cinco “árvores” de energia solar espalhadas pelo local. E tudo habilitado por tecnologia 100% nacional, desenvolvida por uma startup mineira. A iniciativa integra um projeto socioambiental criado pelo festival, que além de agregar soluções sustentáveis ao evento,  visa atingir o plantio de quatro  milhões de árvores até 2049 nas florestas desmatadas da Amazônia.

As folhas das árvores artificiais, denominadas OPTrees, contêm um painel fotovoltaico orgânico, dispositivo que converte a energia da luz do sol em energia elétrica, transferida depois para uma bateria interna que abastecerá os aparelhos ali conectados. Com mais uma vantagem que vai salvar muita gente: enquanto aguarda a carga, o usuário poderá também descansar nos amplos bancos acoplados.

A escolha dos organizadores não foi aleatória. Além do visual bacana, as OPTrees proporcionam impacto ambiental reduzido quando comparadas aos painéis baseados em silício, com pegada de carbono 20 vezes menor graças ao avanço da terceira geração de células solares.

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