Comportamento
31/03/2017 2 min

Você tem nomofobia?

Han?

Isso mesmo. No-mo-fo-bi-a. Vem do inglês – no mobile-phone fobia, ou fobia de ficar sem o celular. Não se trata, exatamente, de uma fobia, pelos critérios da medicina, mas já é considerada um distúrbio de ansiedade. Trata-se de uma necessidade incontrolável de ficar perto do aparelhinho. E essa ansiedade passa ser vista como um problema quando prejudica a vida.

Nos Estados Unidos, uma pesquisa mostrou que 34% das pessoas interrompem uma situação de intimidade com o namorado ou namorada para atender o telefone ou ver uma mensagem. Você já fez isso? O estudo diz ainda que 65% dos entrevistados dormem com o smartphone. Se você pensou “mas e daí?’, pode ser que tenha nomofobia e deva estar entre os 50% das pessoas que nunca desligam o aparelho e entre os 20% que prefeririam andar uma semana descalço a ficar algum tempo sem o celular.

Uma coisa, no entanto, é perder o companheiro ou companheira, outra é ficar sem a vida por causa do smartphone – um risco real quando se trata de trânsito. Dirigir e, ao mesmo tempo, dar atenção ao celular é o mais perigoso de todos. Mas os pedestres também são responsáveis por acidentes. Os Estados Unidos observaram no ano passado um aumento de 10% no número de atropelamentos em 2015, o maior crescimento em quarenta anos. Ainda não se pode afirmar o porquê de um aumento tão grande, mas as autoridades americanas têm indícios de que os pedestres estão mais distraídos na rua prestando atenção em seus smartphones.

Não é preciso, porém, fazer um estudo para perceber que em cidades maiores é enorme a quantidade de pessoas andando sem olhar para frente ou para o lado, mergulhados na telinha. Empurrões, encontrões e tropeções acontecem nas ruas, no metrô, em qualquer lugar, o tempo todo. Qual a solução? Multar um motorista é mais fácil. E na calçada? Além do mais, funcionaria? A cidade holandesa de Bodegraven acha que não. Por isso, está sendo testado lá desde fevereiro um semáforo para pedestres que não largam o celular.

As luzinhas verdes e vermelhas ficam no asfalto – que é para onde os distraídos estão sempre olhando. São lâmpadas led, experimentalmente instaladas em cruzamentos perto de escolas. Elas brilham no chão avisando se dá para atravessar ou não. Eles esperam que, ao olhar para baixo, o dono do celular perceba que pode ou não continuar a travessia ao ver a cor da luz. “Como governantes, não podemos reverter essa tendência de uso do celular”, afirma Kees Oskam, o vereador que propôs a ideia. “Mas queremos nos antecipar a ela”.

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