Comportamento
09/08/2016 2 min de leitura

X, Y ou Z: sexualidade e tecnologia

O que a tecnologia tem a ver com o modo como passamos a encarar a sexualidade ao longo das gerações?

Antigamente uma nova geração nascia a cada 25 anos, porém, o fácil acesso à informação e à moderna tecnologia modificou nosso estilo de vida, acelerou a produção de novas classes genealógicas e a maneira como administramos conflitos. Agora, uma nova geração nasce a cada 10 anos e nossas percepções sexuais têm se modificado em períodos cada vez menores.

Geração Baby Boomer: Os baby Boomer´s nasceram entre 1946 e 1964 após o fim da Segunda Guerra Mundial. A geração “paz e amor” lutou pelos direitos civis e das mulheres e se libertou sexualmente. A trilha ao fundo? O rock and roll que tomou conta das ondas sonoras e ajudou a definir a identidade desses “bebês explosivos”.

Geração X: Nascidos em meados da década de 60 até o fim dos anos 1970, a geração X viveu o nascimento da tecnologia e da ditadura militar e avançou na luta pela libertação sexual e valorização do sexo oposto. Livre também estava o vírus da AIDS, o HIV, e os protestos a favor dos direitos dos homossexuais já tomavam força.

Geração Y: Nascida entre a década de 80 até meados de 1994, a geração do Milênio é marcada pelo avanço tecnológico. Trata-se de uma geração customizada que se preveniu contra a Aids, que se mostra com mais liberdade de gênero e mais livre para declarar a sua sexualidade. O aumento da presença tecnológica trouxe a tona os aplicativos de paquera, os chamados relacionamentos virtuais e os movimentos LGBT´s (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) também tomam força.

Geração Z: Em meados dos anos 90 a geração Z forma-se conectada à internet. Os bebês do milênio não sofreram o corte do cordão umbilical, eles desconectaram o cabo USB de suas mães. A internet atinge seu clímax, expondo os jovens ao melhor e ao pior da era digital. Desde as paixões virtuais enlouquecedoras, a exposição pessoal atinge o seu auge e também passamos pelos riscos do vazamento de fotos íntimas nas redes sociais. Uma coisa é fato, para relacionar-se é preciso também estar conectado. O sexo torna-se mais discutível e também mais exposto nos meios de comunicação.

A sexualidade foi encarada de diferentes maneiras ao longo das gerações. Por isso, diferentes percepções sobre os valores da moral sexual põe em evidência seu caráter histórico. Paradoxalmente, a tecnologia mostrou-se aliada às conquistas e direitos sexuais, mas também nos abordou com os riscos da superexposição digital. Ainda assim, é inegável sua ajuda na desconstrução de velhos paradigmas.

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