Segurança
12/03/2018 4 min

Tempo de leitura

Ameaça fake chega aos aplicativos

Versões adulteradas estão cada vez mais sofisticadas e exigem cuidado redobrado ao permitir o acesso ao celular

No ano passado, uma versão falsa do WhatsApp teve mais de 1 milhão de downloads na Play Store. Outros 10 milhões de usuários baixaram um Facebook Messenger pirata. Nos dois casos, o objetivo dos hackers era bombardear os usuários com anúncios para gerar renda. A onda do fake chegou também aos aplicativos, mas os riscos vão muito além do incômodo causado pelas propagandas: alguns desses arquivos podem conter programas maliciosos que permitem ao criminoso ter acesso aos dados do celular, enviar mensagens, roubar senhas e até mesmo sequestrar o celular – o temido ransonware. E se o download for pago, os golpistas embolsam esse dinheiro também.

Cair nesses golpes não é somente coisa de gente desatenta. O nível de sofisticação usado pelos hackers torna o aplicativo realmente muito semelhante ao original. Recentemente, outro alvo foi o popular game Cuphead, desta vez na App Store. Apresentado como uma versão nova e exclusiva do jogo inspirado nos desenhos animados da década de 30, foi cuidadosamente desenvolvido com o mesmo logotipo, nome da empresa e descrição do original, possibilitando até mesmo que o usuário jogasse de maneira similar.

A prevenção exige atenção redobrada e observar alguns fatores ajuda a identificar os softwares adulterados para maior segurança:

1) Logotipo – os falsos em geral apresentam pequenas diferenças em relação ao original e até mesmo erros de grafia nos nomes.

2) Nome do desenvolvedor – deve ser igual a outros aplicativos da mesma empresa.

3) Comentários e avaliações – desconfie se as manifestações forem poucas, todas positivas e sem interação do desenvolvedor.

4) Número de downloads – se for muito baixo para um produto com a popularidade de um WhatsApp, por exemplo, é suspeito.

5) Descrição – tenha cautela se for um texto com muitos erros e  se o idioma usado não for o mesmo que é nativo aos desenvolvedores.

6) Data de publicação – um aplicativo falso provavelmente terá uma data recente, enquanto que os originais possuem updates como publicações mais recentes.

7) Permissões – leia e verifique que tipo de dados o aplicativo pode acessar e se suas informações serão compartilhadas com terceiros. Desconfie se as permissões solicitadas não estiverem diretamente relacionadas à função do aplicativo.

Mesmo com todos esses cuidados baixou um aplicativo fake? A recomendação é formatar o celular para garantir a eliminação dos arquivos, já que em alguns casos, quando se tenta deletar o software adulterado, ele inicia uma reinstalação. Notifique a loja, evitando assim que outros usuários sejam enganados por esses criminosos.

VOLTAR

Gostou da notícia? Esse artigo te fez pensar diferente?

Curta quantas vezes quiser e mostre o quão relevante foi esse conteúdo pra você!

Conta pra gente o que você achou e comece uma conversa!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados