Comportamento
05/10/2018 3 min

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Arte na palma da mão

Acervos dos museus ganham o mundo com novas tecnologias, democratizando o acesso às obras de artistas de todos os tempos

Conhecer de perto aquele quadro incrível de Renoir, Picasso ou Van Gogh se tornou um sonho muito mais fácil de concretizar com a chegada da tecnologia aos domínios da arte. Digitalizados em alta resolução, os acervos dos principais museus do mundo já estão na internet e, mais do que isso, os tours virtuais também, onde é possível circular pelos corredores como se de fato estivesse em uma visita presencial.

O site Google Arts & Culture apresenta as obras de algumas das maiores galerias de arte do planeta, com mais de 150 opções, entre elas o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, a Pinacoteca, em São Paulo, e o MoMA, em Nova York. As fotos em alta resolução garantem um nível de detalhe para observação algumas vezes até maior do que ao vivo, onde a contemplação às vezes precisa se dar a distância ou em meio ao tumulto de turistas. Utilizando a tecnologia do Street View, em um só dia dá para passear por dentro do Palácio de Versalhes, na França, pelo Taj Mahal, na Índia, ou pela Sagrada Família, em Barcelona.  Quem quiser baixar o aplicativo (IOS e Android), conta com uma função curiosa e divertida: basta fazer uma selfie que o app busca nos acervos retratos pintados pelos artistas que se pareçam com o usuário.

Já o aplicativo Smartify (Android e IOS) traz os benefícios da tecnologia para quem está efetivamente dentro dos museus, com mais de 30 instituições já cadastradas. Ao se deparar com uma obra de interesse, e só abrir o app e apontar o celular para o quadro ou escultura para ter informações completas sobre a criação, seu autor, curiosidades e outros dados que vão muito além da mera etiqueta de identificação. Outra facilidade é poder ir salvando tudo o que chama a atenção, criando assim uma coleção particular que pode depois ser compartilhada com a família e os amigos.

Digitalizar os acervos pode ficar mais fácil e mais seguro em breve. Cientistas da Universidade de Tsinghua, na China, solicitaram a patente de um sistema que tem como base a blockchain para armazenar e compartilhar as versões digitais de objetos integrantes do patrimônio cultural. A computação 3D seria utilizada para escanear a obra, criando um formulário, salvo em uma blockchain privada, por meio de processo criptográfico. Segundo os pesquisadores, a plataforma poderia ser acessada por detentores e artistas, com registro compartilhado de dados e atualização em tempo real.

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