Comportamento
20/10/2017 3 min

Até que uma curtida nos revele

Em meio às redes sociais, pessoas reais podem construir uma vida de mentira

Provavelmente no último fim de semana você tenha visto uma série de fotos incríveis em seu feed no Instagram: festas legais, pratos em restaurantes badalados, drinks, viagens e paisagens paradisíacas. Afinal, será que todas essas pessoas estão realmente vivenciando esses momentos espetaculares?

Em 2014, a holandesa Zilla Van Den Born simulou uma viagem pela Tailândia sem sair de casa e mostrou como é possível manipular a própria vidas nas redes sociais. Durante 42 dias, ela montou cenários perfeitos, trabalhou na manipulação de fotos e abusou da criatividade para criar as “férias perfeitas.” Para se ter uma ideia, uma das fotos em que aparece mergulhando em águas paradisíacas, na verdade, foi tirada na piscina de sua casa.

O objetivo de tudo isso? O trabalho final para a faculdade, onde Zilla provou como é fácil distorcer a realidade e mostrar às pessoas que é possível filtrar e manipular o que mostramos nas redes sociais.

No Brasil, o caso do falso fotógrafo de guerra ganhou repercussão pelo mundo todo. O brasileiro enganou mais de 127 mil seguidores em seu perfil no instagram. Com fotos roubadas da internet e posteriormente adulteradas, Eduardo Martins alegava ser fotógrafo da ONU (Organização das Nações Unidas) e compartilhava registros impressionantes em uma das áreas mais violentas do planeta: Síria, Iraque e Faixa de Gaza.

A mentira foi tão bem contada, que até o site da renomada revista Lens Culture chegou a publicar um perfil sobre Eduardo, além de diversos outros meios de comunicação espalhados pelo mundo. Após ser descoberto, o criador do personagem Eduardo Martins apagou as contas nas redes sociais e desapareceu, para o desapontamento de suas dezenas de milhares de seguidores.

Casos como esses reascendem antigas discussões: entre os nossos amigos virtuais, contatos e seguidores, existem perfis com identidade falsa? Quais intenções estão por trás desses personagens? Se afastar das redes sociais é, certamente, uma atitude extrema. Mas vale sempre lembrar que, seja no Instagram ou no Facebook, ali, se trata mais da vida como a gente gostaria que fosse do que como ela realmente é!

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