Sustentabilidade
02/05/2018 3 min

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Celular e trânsito não combinam

Alto índice de acidentes e mortes estimula o desenvolvimento de novas tecnologias para impedir o uso dos aparelhos ao volante

O uso de celular ao dirigir já é a terceira maior causa de mortes no trânsito no Brasil, com 54 mil vítimas ao ano, segundo dados da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet). Em todo o mundo, autoridades e órgãos governamentais se empenham para encontrar novos meios de conscientizar os motoristas sobre o perigo, intensificando a fiscalização e as punições.  Mas por que mesmo mais cientes dos riscos, as pessoas continuam a adotar um comportamento que muitas vezes é fatal?

Estudos do Center for Internet and Technology Addition, nos Estados Unidos, mostram que grande parte dos usuários simplesmente não consegue ignorar os avisos de novas mensagens ou chamadas mesmo que estejam dedicados a outras atividades. Segundo os pesquisadores, isso acontece porque a expectativa de receber os retornos e atualizações em redes sociais e sua satisfação liberam doses de dopamina no cérebro, neurotransmissor responsável por sensações de euforia, excitação e prazer. Contudo, em doses elevadas, a substância bloqueia o acesso ao córtex pré-frontal, onde acontecem as análises e decisões racionais. Esse tipo de compulsão foi quantificado por um levantamento do aplicativo Dscout’s. O monitoramento de 94 usuários de smartphones durante cinco dias revelou que, em média, os participantes tocaram em seus celulares 2.617 vezes em um único dia. Para 10% dos usuários, esse índice chegou a 5.427 vezes.

Novas tecnologias podem ajudar a combater esse impulso restringindo o acesso ao celular durante os percursos. Ferramentas podem bloquear a entrada de notificações e enviar uma resposta automática aos remetentes, avisando que o usuário está ao volante naquele momento. O software da startup israelense Cellepathy vai além: combina Inteligência Artificial aos sensores dos equipamentos para identificar e bloquear os aparelhos quando estiverem dentro de um carro em movimento. “Nossos clientes hoje são corporações que implementam o recurso nos celulares dos funcionários como parte de sua política de segurança, mas é algo que devia ser item obrigatório de fábrica em todos os dispositivos móveis, assim como aconteceu com os airbags nos carros”, defende o fundador Sean Ir.

Conheça os estudos da Abramet.

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