Segurança
12/02/2018 5 min

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Celulares viram alvo do sequestro de dados

Ataques ao Android mostram que o perigo já chegou; veja lista sobre como conseguir proteção

Os ataques de ransomware ao sistema Android cresceram 181% no primeiro semestre de 2017, totalizando 235 detecções, segundo a Trend Micro, grupo norte-americano com sede no Japão voltado à proteção contra códigos maliciosos. A ameaça hacker promove a invasão dos dispositivos para criptografar os dados, bloquear o acesso e cobrar um resgate para liberação. Especialistas estimam que apenas uma das variantes do temido vírus, o WannaCry, tenha causado um prejuízo de mais de US$ 5 milhões em 2017, contaminando 300 mil computadores em 170 países, inclusive o Brasil. O alvo agora são os celulares e todas as informações privadas que eles armazenam, de senhas a mensagens sensíveis.

Na descoberta mais recente, a empresa de segurança Eset, sediada na Eslováquia, responsável pela criação de antivírus reconhecido e usado em todos os sistemas, identificou um ransomware que usa as próprias funções de acessibilidade dos aparelhos com Android para conseguir a contaminação. Foi denominado pelos pesquisadores como DoubleLocker por travar não só os arquivos, mas também mudar o código PIN, impedindo totalmente o uso. O principal meio de disseminação é uma versão adulterada do programa Adobe Flash Player, baixada em sites fraudados e executada pelo usuário. Veja aqui como a invasão acontece.

Para Caroline Teófilo, especialista em Direito Digital, do Peck Advocacia, escritório especializado em cibersegurança, como nos dias de hoje o celular é utilizado para praticamente tudo, das comunicações e do trabalho ao lazer, o bloqueio é mais crítico para os usuários, que podem se sentir mais pressionados a fazer o pagamento. Mas esse é um procedimento altamente não recomendado. “Quanto mais as vítimas pagam, mas inspirados ficam os fraudadores com a rápida lucratividade do crime”, diz.

Em caso de ataques é possível restaurar o backup, que é uma medida de prevenção fundamental. Descubra aqui como fazer. “Se não possuir, a pessoa pode buscar nos sites de soluções de segurança se já existe a ferramenta para descriptografia”, diz Caroline. “E não esquecer de sempre armazenar as evidências como os contatos dos fraudadores e imagens da tela do dispositivo para denunciar às autoridades. O ransomware é crime”, completa.

Acesse a lista das delegacias de crimes cibernéticos clicando aqui.

Atento aos riscos impostos aos adeptos do Android, o Google já incluiu medidas adicionais de segurança contra o ransomware na nova versão do sistema, o Android Oreo. Uma delas é a função Google Play Protect, que faz uma análise dos aplicativos instalados pela loja oficial do Google Play e de fontes de terceiros para detectar arquivos maliciosos ou atividades estranhas.

Confira as recomendações da advogada para ampliar a segurança:

  • Realizar o backup periódico das informações e manter em outro ambiente que não seja o próprio dispositivo.
  • Instalar e manter atualizado um antivírus, bem como todos os softwares e sistema em sua versão mais atual, com as devidas correções/atualizações implementadas.
  • Ter cuidado ao utilizar wi-fi compartilhado com demais usuários.
  • Não abrir arquivos de desconhecidos ou instalar softwares sem verificar previamente.
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