Sustentabilidade
01/10/2018 3 min

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Consumo consciente cresce entre os brasileiros

Pesquisa mostra maior adoção de práticas sustentáveis no dia a dia, embora ainda existam barreiras a superar

Nada melhor para comemorar o Dia do Consumo Consciente, instituído em 15 de outubro pelo Ministério do Meio Ambiente em 2009, do que uma boa notícia: cada vez mais brasileiros adotam práticas sustentáveis em sua rotina. O dado é da “Pesquisa Akatu 2018 – Panorama do Consumo Consciente no Brasil: desafios, barreiras e motivações”, realizada pelo Instituto Akatu, que apontou um crescimento de 32%, em 2012, para 38% este ano, na quantidade de consumidores iniciantes, ou seja, aqueles que até então não eram afeitos a esses hábitos de consumo e mudaram suas atitudes. “Isso tem enorme relevância porque indica que há uma parcela dos indiferentes que está caminhando na direção para se tornar mais consciente”, destacou o presidente da entidade, Hélio Mattar. “O momento atual é o de engajar, motivar, recrutar esses consumidores para o consumo consciente”, disse.

A metodologia envolveu a análise de 13 comportamentos que refletem a maior ou menor adesão dos participantes a um estilo de vida sustentável, entre eles se o entrevistado separa o lixo para reciclagem mesmo sem ter coleta, se pede nota fiscal nas compras, se fecha a torneira ao escovar os dentes, apaga as lâmpadas ao sair de um ambiente ou adquiriu produtos com material reciclado. O levantamento revelou que o segmento dos consumidores mais conscientes é majoritariamente feminino (56%) , 24% têm mais de 65 anos, 52% são da classe AB e 40% possuem ensino superior. No quadro geral, a economia é o principal fator motivador das práticas e há um maior índice de compra de produtos reciclados e orgânicos. Foram ouvidas 1.090 pessoas, homens e mulheres com mais de 16 anos, de 12 capitais ou regiões metropolitanas de todo o país.

A pesquisa também mostra que os principais desejos do consumidor brasileiro seguem o caminho da sustentabilidade, não tanto do consumismo. A maioria gostaria de ter um estilo de vida saudável (13,8%), água limpa, preservando as fontes (10,5%), alimentos saudáveis, frescos e nutritivos (9,8%), tempo para as pessoas que gosta (8,1%) e se deslocar com rapidez, segurança, conforto e flexibilidade (6,4%). Mesmo assim, a aspiração de ter um carro próprio também aparece, com 12,7%. Aqueles que ainda não estão engajados identificam como barreiras o fato de serem comportamentos mais trabalhosos, que exigem muitas mudanças e aquisição de itens caros. “Muito provavelmente essa percepção de preços vem de uma visão do passado, onde o produto sustentável o e produto orgânico eram tidos como uma coisa só”, acredita Mattar. “Como o orgânico é mais caro, então o sustentável deve ser mais caro, mas certamente não é a realidade”, diz.

Confira aqui mais dicas para uma rotina sustentável.

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