Sustentabilidade
06/06/2018 4min

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Exclusão digital: gigantes da tecnologia se empenham para mudar este cenário

Ao prover infraestrutura, conectividade e capacitação a educadores em comunidades carentes, empresas ajudam a construir um futuro sustentável

O relatório Digital 2018 elaborado pela Hootsuite e a We Are Social, revela que mais de 4 bilhões de pessoas já acessam internet em todo o mundo, sendo que 3,4 bilhões usam as redes sociais. Parece muito, mas estimativas recentes apontam uma população global de 7,6 bilhões de pessoas, ou seja, quase metade dos habitantes do planeta ainda está desconectada. Os efeitos dessa alienação digital são mais visíveis nos países mais pobres e localidades remotas, onde os níveis de escolaridade permanecem baixos e o acesso à informação é raro. É esse cenário nada sustentável que as maiores empresas de tecnologia do mundo tentam mudar.

A Fundação Telefônica Vivo, em parceria com a Fundação Bancária “La Caixa”, implementou no Brasil no ano passado o projeto Aula Digital. Destinada a criar melhores oportunidades para crianças na África, Ásia e América Latina, a iniciativa leva inovaçãoe conectividade às escolas por meio da tecnologia e de novas metodologias de ensino e aprendizagem. Para concretizar isso, professores e gestores participam de uma formação presencial continuada. Em complemento, o estabelecimento recebe um kit tecnológico, contendo notebooks, roteador, tablets, projetor e tela, saindo do mundo analógico e possibilitando que os estudantes tenham acesso a conteúdos pedagógicos digitais em um ambiente colaborativo e intuitivo.

Manaus foi a primeira cidade brasileira a receber o Aula Digital, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e a Fundação Vitória Amazônica. Em seguida, o projeto foi ampliado para 30 cidades do estado de Sergipe, com apoio do Instituto Paramitas. No total, já são 2.340 educadores em formação continuada e 48.400 estudantes beneficiados.

Em outra frente, a Microsoft desenvolve um plano piloto para levar internet de baixo custo e longo alcance a países da África.  A rede criada pela empresa já está em ativa em 14 localidades e opera sobre frequências de canais de TV não utilizadas – denominadas TV White Spaces – para proporcionar banda larga veloz e acessível a locais remotos. O chamado “super wi-fi” é mais barato e cobre até quatro vezes mais a distância do Wi-Fi regular.  A maior instalação está na Namíbia e conecta 28 escolas e mais de 24 mil alunos.

Com o mesmo intuito, a alternativa encontrada pelo Google vem do céu: a inovadora “internet por balão”. A megacorporação pretende lançar e manter em regiões de difícil acesso uma frota de balões de hélio dotados de equipamentos de telecomunicações, capazes de transmitir dados entre si e para os dispositivos das pessoas em solo com velocidades de conexão de até 10 Mbps. Cada unidade possui a dimensão de uma quadra de tênis, é alimentada por painéis de energia solare pode voar a 20 quilômetros de distância da superfície da Terra por mais de 100 dias ininterruptos. O recurso está em teste no Quênia, com a alocação inicial de 10 balões.

Quer saber mais sobre uso da internet? Acesse Digital in 2018

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