Sustentabilidade
20/12/2017 4 min

Games movimentam bilhões e criam novos ídolos

Jogadores recebem treinamento profissional e competem em torneios com prêmios milionários

Campeonatos transmitidos ao vivo, treinador, vestiário, estádio lotado e passe de R$ 1 milhão. Não, não estamos falando de futebol, pelo menos não nos moldes convencionais. Esse é o universo dos gamers, jogadores profissionais dos eSports ou jogos on-line. Com a explosão desse mercado, o que era apenas diversão virou um negócio lucrativo: segundo a consultoria NewZoo, o setor faturou US$ 1,6 bilhão no Brasil e mais de US$ 90 bilhões globalmente em 2016.

Tudo aqui é superlativo. O LOL (League of Legends), um dos games mais famosos, já atingiu 100 milhões de jogadores por mês em todo o mundo. Os torneios viraram megaeventos. A final do CBLOL, etapa brasileira da disputa do LOL, reuniu mais de 12 mil pessoas em São Paulo no ano passado. O site esportsearnings.com estima que os prêmios distribuídos nessas batalhas já ultrapassaram os US$ 64 milhões ao ano.

Os jogadores brasileiros integram 15 times de nível mundial com vários títulos, mas não basta ser fera no jogo. É preciso trabalho e disciplina. “Tem que ter uma rotina pesada de treino, mesmo sendo um esporte da mente, nosso dia a dia é como o de qualquer outro atleta”, conta Gabriel Kami, primeiro gamer brasileiro a figurar entre os Top 10 do mundo.

Outro desafio é manter o equilíbrio emocional. “Há uma mudança na relação do top player com o game, deixa de ser uma atividade lúdica para virar trabalho, aumentando o estresse e a ansiedade, então é necessário preparo, há a responsabilidade de ter um comportamento que chega a ser seguido por muitos”, diz o psicólogo de eSports, Eduardo Cillo.

O pódio dos games não é exclusividade masculino. A pesquisa Game Brasil revelou que 53% do público gamer aqui é de mulheres. Este ano, pela primeira vez, a Brasil Game Show (BSG), uma das competições mais acirradas, promoveu um campeonato feminino. “Essa iniciativa é importante para as outras meninas verem que têm cenário ativo, com o mesmo nível e oportunidades que os homens têm”, diz a jogadora Camila “cAmyy” Natale, do time Vivo Keyd , que venceu o BSG e vai disputar a World Eletronic Sports Games, nos Estados Unidos.

Para saber mais sobre o mundo dos eSports e a trajetória dos gamers, assista à websérie Game Changers.

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