Sustentabilidade
23/02/2019 4 min

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Todo mundo quer mudar o mundo, mas quem será capaz?

Por Luis Rasquilha*

 

A cultura e o processo de inovação sustentam a atuação mais disruptiva e talvez a mais necessária no momento de transformação que o mundo vive. O modelo de disrupção tem como inspiração a capacidade de mudar a forma de atuar do mercado, operando uma transformação nunca antes assistida (disrupção) onde a performance da empresa é suportada por novas soluções e atributos, de elevada simplicidade e conveniência, com foco na conquista dos não clientes: aqueles que historicamente não eram clientes do mercado nem da empresa e que passam a estar no radar de atuação.

Neste sentido quais são os eixos base de para que a empresa possa adotar uma correta gestão de inovação?

Eixo 1: Atitude, suportando uma cultura de descoberta, flexibilidade e abertura para as novidades e para o desconhecido bem como uma permanente capacidade de adaptação.

Eixo 2: Conhecimento, acessível por todos na organização representando A capacidade de produzir e compartilhar conhecimento com todos os níveis da empresa.

Eixo 3: Processo, representado pela Framework de Inovação, sistema integrado de ações, variáveis e entregáveis que permitam transformar a empresa, sua cultura e atuação, concretizando ideias em soluções de impacto, conforme o esquema abaixo:

Eixo 4: Alinhamento estratégico, uma vez que toda e qualquer atuação de inovação tem de contribuir de forma permanente para os resultados do negócio e para a perenidade da empresa.

Conclusão

Inovação deixou de ser apenas uma iniciativa de um departamento ou pessoa para verdadeiramente se afirmar como algo estratégico na sobrevivência das empresas, num contexto de tempestade perfeita, designada como 4ª Revolução Industrial. Talvez o que mais temos escutado e lido na última década (com especial enfoque nos últimos 3, 4 anos) é que vivemos tempos novos, desafiadores… a maior transformação da história da humanidade.

Com efeito, essa tempestade perfeita inaugurou sua jornada com a influência dos smartphones em nossas vidas. Lembramos o que era ir no supermercado, cinema, banco ou médico antes e como hoje, através de apps controladas pela tela na palma da nossa mão, conseguimos (sem nos deslocarmos) ir a qualquer lugar, ou garantir que qualquer lugar chega até nós. Vivemos uma nova realidade, pautada por uma velocidade nunca antes assistida na história.

Esta velocidade tem aumentado drasticamente nos últimos anos, já sendo chamada de era das organizações e dos tempos exponenciais, tal é a velocidade com que as mudanças ocorrem e as evoluções acontecem. Se pensarmos que o telefone levou 75 anos a chegar a 50 milhões de pessoas, a rádio 38 anos, a televisão 13, a internet 4, o iPhone (que completou 10 anos no início de 2017) apenas 3 anos e mais recentemente o Instagram 2 anos, o Angry Birds 35 dias e o Pokémon Go apenas 15 dias, temos uma ideia do que estamos vivenciando.

* Luis Rasquilha: CEO da Inova Consulting e da Inova Business School. Professor da FIA e da Fundação Dom Cabral. Colunista da Rádio CBN e Membro Conselheiro do G100 Brasil. Um dos 50 profissionais que todo o mundo deve seguir, segundo a Gama Academy.

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