Inovação
26/04/2018 4 min

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Skynet ou Grilo Falante: para onde caminha a Inteligência Artificial?

Tecnologia, que já está no nosso dia a dia, tem potencial ilimitado, mas será que pode também nos ameaçar?

No clássico da ficção científica O Exterminador do Futuro, a Skynet, rede de supercomputadores turbinados pela Inteligência Artificial, cria consciência, se rebela e resolve destruir a humanidade.  Datado de 1984, era um exercício futurista bem dramático a serviço do entretenimento. Mas o fato é que aqueles robôs assassinos deixaram muita gente com medo da IA. Mas será que hoje, 30 anos e muitas inovações depois, ainda há motivo para temor? Aparentemente, não. Na visão dos especialistas, o Grilo Falante seria uma personificação mais adequada para o que já é e o que ainda deve se tornar a IA.

A divertida comparação foi feita por Frank Chen, sócio da aceleradora norte-americana Andreessen Horowitz, durante uma apresentação no ano passado.  “O Grilo Falante ficava no ombro do Pinóquio vendo tudo o que ele fazia, e ainda tinha as palavras certas para cada momento”, explicou. “Ele é o Waze, quando nos aconselha o melhor caminho, ou o Airbnb, recomendando não deixar dinheiro em cima da mesa, ou seja, todas essas funcionalidades da IA que já utilizamos e nos que tornam os mais eficientes”, ressalta. “Eu acredito que nos próximos 20, 30 anos, teremos dezenas – se não centenas – de empresas de bilhões de dólares construindo seus Grilos Falantes”, prevê. “Os pesquisadores se preocupam tanto com essa ‘Super AI’, com uma suposta magnitude de inteligência maior que a humana, quanto com a colonização de Marte, ou seja, sabem que vão ter que lidar um dia, mas é algo muito remoto”.

Para o celebrado médico e guru indiano Deepak Chopra, nem mesmo quando esse cenário distante chegar, teremos com o que nos preocupar.  Em artigo recente, afirmou categoricamente que os computadores não podem e nunca poderão alcançar a complexidade da mente humana. “A vida não se baseia em algoritmos, o que significa que nenhuma máquina é capaz de verdadeiramente ganhar vida”, reforçou. “Computadores calculam qualquer coisa, mas não entendem nada, não criam nada, só recombinam o que os humanos já criaram, e não podem se relacionar com a existência humana nos níveis que mais apreciamos – amor, beleza, verdade”, disse. “Pensar exige uma mente humana, ponto”, concluiu.

Em uma posição radicalmente contrária, o controverso empresário Elon Musk, fundador da Tesla e da SpaceX, acredita que a Inteligência Artificial (IA) é  maior ameaça à raça humana que já existiu e que estamos sujeitos a um “apocalipse” robô. Isso apesar de ser ele mesmo – e suas companhias – impulsionadores da tecnologia. Musk defende que não temos capacidade para nos proteger dos sistemas inteligentes autônomos.  A solução seria um implante cerebral, que ele mesmo pretende produzir e vender, capaz de realizar uma conexão neural direta entre homem e computador. Ousado sim, mas nada que surpreenda quem acompanha suas investidas mirabolantes. Aliás, aquela ideia de ocupar Marte foi dele.

Skynet ou Grilo Falante afinal? Usemos nossa mente – ainda humana – para essa reflexão.

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