Inovação
07/05/2018 5 min

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Internet das Coisas revoluciona o setor de transporte

Soluções que combinam conectividade e sistemas inteligentes já são testadas com resultados promissores

Milhares de vidas perdidas, gastos excessivos, estradas em péssimo estado, infraestrutura precária, veículos defasados. Os números do setor de transporte rodoviário e urbano no Brasil impressionam. A Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP) estima um custo social de cerca de R$ 67 bilhões ao ano com acidentes, englobando mais de 40 mil mortes no mesmo período, perda da capacidade produtiva por lesões, danos à propriedade pública ou privada, despesas médicas e hospitalares. O meio ambiente também sofre: no mundo, o prejuízo econômico anual da poluição causada pelo tráfego chega a quase a 1 trilhão de dólares, também contabilizando mortes e doenças, segundo o International Transport Forum.  As duas tecnologias revolucionárias – Internet das Coisas (IoT) e Machine Learning – podem ajudar a reverter esse quadro, com inúmeras possibilidades de aplicação.

O monitoramento de veículos por sistemas de geolocalização já é comum, mas a adoção de sensores inteligentes e equipamentos conectados possibilitam levantar milhões de informações diariamente em tempo real, incluindo o funcionamento do automóvel, o comportamento do motorista, os riscos encontrados nos percursos e o índice de acidentes. A análise dos dados gerados pode ser útil não só para uma empresa de seguro determinar o perfil e o risco de sinistro real de cada cliente, por exemplo, mas também oferecer indicadores importantes para agentes de trânsito, como um mapa dos locais com maior incidência de colisões.

A infraestrutura conectada abre caminho para processos de manutenção mais efetivos contra desgastes e prevenção de fatalidades. A ponte New Carquinez, em São Francisco, recebeu 33 pontos de Internet das Coisas em sua estrutura que monitoram as condições da edificação, tensão dos materiais, velocidade do vento e temperatura, entre outros indicadores. Dessa forma, é possível simular como a construção reagiria em caso de intempéries climáticas e terremotos, detectar a necessidade de reparos e evitar colapsos, como o que aconteceu em 2007 na ponte I-35W Mississippi, em Mineápolis, matando 13 pessoas e exigindo um investimento de 234 milhões de dólares para reconstrução.  Tudo abastecido por energia solar.

O projeto SolarRoadways também se apoia nessa energia limpa. A ideia é criar uma estrada formada por painéis de vidro super-resistentes e que contêm células fotovoltaicas, sensores de IoT e luzes de LED. Ao invés de gastar tempo e dinheiro pintando e retocando a sinalização de solo, basta programar a versão desejada e projetar nos painéis, que interagem com o ambiente e se aquecem para prevenir o acúmulo de neve e gelo. O protótipo testado no ano passado, como toda inovação, ainda exige ajustes, com a quebra e mau funcionamento de algumas placas, mas oferece uma visão de futuro com boas perspectivas para a mobilidade.

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4 Comentários

  • Wendell Simi says:

    Gosto muito de tecnologia e fico muito feliz que, sabendo aplica-la com sabedoria, é possível sim melhorar o mundo e a forma de viver.
    Obrigado pela matéria!

    • Dialogando says:

      Obrigado, Wendell! É esse nosso objetivo, incentivar as pessoas a utilizar a tecnologia com consciência. Continue acompanhando nosso conteúdo!

  • Patricia says:

    Projeto maravilhoso !
    Ótima iniciativa , deve se estender para o Pais inteiro.

    • Dialogando says:

      Patricia, a Internet das Coisas é realmente incrível, né? É uma infinidade de possibilidades!

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