Sustentabilidade
29/09/2016 4 min de leitura

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Movimento maker: faça você mesmo

Movimento maker – uma tendência moderna de agregar pessoas para que elas possam construir ou modificar em conjunto, de forma artesanal, qualquer objeto.

Que os jovens, com suas ideias, mudaram o mundo todo mundo sabe. Os movimentos ambientalistas, sexuais e pacifistas estão entre os exemplos mais expressivos da história recente. Eles podem agora estar mudando o mundo mais um pouquinho com sua criatividade e, literalmente, com as próprias mãos. Isso pode estar acontecendo por meio do movimento maker – uma tendência moderna de agregar pessoas para que elas possam construir ou modificar em conjunto, de forma artesanal (ou seja, com as próprias mãos), qualquer objeto. “O movimento maker sempre existiu, o do-it-yourself sempre existiu, mas faltavam os espaços onde as pessoas pudessem se reunir e fazer coisas juntas”, explica a arquiteta e designer Heloisa Neves – criadora de cinco das doze fab labs no país, nome que se dá a esses espaços para a produção coletiva.

Embora a criatividade seja o limite e não haja regras, o movimento maker no Brasil e no mundo se caracteriza pelo uso de hardware de código aberto, cortadoras lasers, impressoras 3D, para desenvolver produtos eletrônicos e robóticos. Numa fab lab, porém, uma pessoa tanto pode fazer uma caixinha de som bem artesanal como até uma prótese. Um exemplo bem significativo disso foi a prótese de mão desenvolvida e fabricada pela Garagem Fab Lab para Ítalo, um menino de 8 anos que nasceu sem boa parte da mão esquerda. O trabalho colaborativo, envolvendo diversas pessoas, permitiu a produção dessa prótese, funcional, feita numa impressora 3D.

Um trabalho dessa qualidade e recheada de tecnologia leva a um questionamento sobre a convivência entre a indústria tradicional e uma fab lab. Heloisa Neves não vê problema nessa coexistência. Segundo ela, as empresas comuns têm vantagens, como a produção em escala e sua capacidade de agregar qualidade ao que fabrica. O movimento maker, por outro lado, ganha na agilidade, inovação disruptiva e criatividade. “Acredito que é a união das duas coisas que vai fazer a próxima revolução industrial”, afirma ela.

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