Inovação
04/10/2018 3 min

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Outubro Rosa: tecnologia que salva vidas

Eficaz para detectar o câncer em seus estágios iniciais, a mamografia registra inovações que prometem tornar o exame mais confortável e preciso

Segundo tipo mais comum no país, perdendo apenas para o câncer de pele, o câncer de mama deve atingir mais de 59.700 ocorrências em 2018, segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), correspondendo a 28% dos novos casos a cada ano. Contudo, se for detectado em seus estágios iniciais, a chance de cura pode chegar a 90%. A boa notícia é que a mamografia, considerada um dos métodos mais eficazes para realizar este rastreamento precoce, ganha a cada dia avanços tecnológicosque prometem não só maior precisão, mas também menos incômodo para as mulheres.

Já está prestes a desembarcar por aqui um aparelho que promete reduzir o desconforto ocasionado pela compressão das mamas. De acordo com pesquisa feita pelo fabricante, em comparação com o mamógrafo tradicional, 93% das usuárias que afirmaram sentir algum nível de dor no exame usual, destacaram não ter tido nenhum incômodo com o novo dispositivo, que se adapta ao formato da mama. Em complemento, engloba ainda imagens 3D em alta resolução, assegurando uma leitura tridimensional e mais nítida de possíveis lesões. Essa técnica, denominada tomossíntese, foi apontada por estudo publicado na revista científica Radiology como capaz de ampliar em até 90% o poder de diagnóstico do câncer, em contraponto ao uso isolado da mamografia digital.

A origem da mamografia vem de 1913, quando o médico alemão Albert Salomon efetuou o primeiro exame mamário com a então nova tecnologia de raios X, radiografando peças obtidas em mastectomias e verificando a existência de microcalcificações. Em 1930, o americano Stafford Warren fez a primeira mamografia em um paciente, desenvolvendo uma técnica de produção de imagens estereoscópicas dos seios. Em 1950, o uruguaio Raul Leborgne apurou, através de algumas experiências, que as imagens diferiam conforme a posição do corpo e que a compressão era relevante para garantir melhores resultados. Credita-se a ele a associação do aparecimento do câncer no seio com as microcalcificações, presentes em 30% dos casos radiografados. O primeiro aparelho para análise do tecido mamário chega em 1966, desenvolvido pela GE, que criou em 1980 equipamentos especiais para a compressão. Em 2000, a leitura digital revolucionou mais uma vez o exame, substituindo os filmes.

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