Segurança
04/03/2019 5 min

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Quer entender mais sobre permissão de aplicativos?

É realmente necessário compartilhar seus dados com os aplicativos que você usa? Selecionamos as melhores práticas de segurança para o uso dos apps

Toda vez que você vai instalar um aplicativo, surge uma lista de permissões para aceitar. O app pode pedir permissão para envio de notificações, acesso a fotos, à câmera, à agenda, lista de contatos, localização, microfones e sensores. Vale refletir: será que vale mesmo liberar todas as permissões que a ferramenta pede?

Nem sempre é fácil entender o que significam essas permissões, por isso é importante ler com atenção. Para ajudar você a entender melhor, damos aqui dicas que vão te ajudar.

A maior parte dos aplicativos funciona sem problema mesmo sem você dar todas as permissões solicitadas. Por isso, não aceite o que achar abusivo. Se for realmente necessária determinada permissão, o sistema operacional do aparelho irá avisar que retirar aquela permissão pode prejudicar o funcionamento do app.

Além disso, essas configurações não precisam ser decididas somente na hora de instalar. Você pode aceitar na instalação e depois ler com atenção os termos de uso e política de privacidade do app, avaliar com tempo cada uma, e escolher se quer mesmo liberar acesso a tudo o que a ferramenta pede ou então só autorizar o mínimo necessário. É possível desassociar as permissões que você não concorda, acessando as configurações do aplicativo.

“Se o usuário examinar com calma as permissões de aplicativos, pode avaliar melhor se vale a pena mesmo instalar aquilo. Principalmente nos aplicativos gratuitos, como os populares testes das redes sociais, como o Facebook, há a condição de fornecer alguns dados básicos ou mesmo permitir o acesso e publicações na sua conta,  o que, além de inconveniente, dependendo do app pode não ser muito seguro”, explica  o diretor de Educação da SaferNet, Rodrigo Nejm.

Nejm dá outra dica importante. “Para proteger seus dados fique atento se o que você está autorizando tem a ver com a função ou serviço oferecido como, por exemplo, uma liberação de acesso à câmera para aplicativos que não utilizem imagens. Isso pode ser um indício de aplicativos mal-intencionados. Na dúvida, não instale”, diz o diretor.

E lembre-se: só faça download nas lojas oficiais ou sites confiáveis.

Case

Aplicativos também são ferramentas essenciais na #internetdobem. Centenas deles já conectam causas sociais e voluntários, mas alguns oferecem também um jeito diferenciado de ajudar. Um deles é o Be My Eyes (Seja meus olhos), disponível para Android e IOS. Ele permite que voluntários de todo mundo possam auxiliar pessoas com deficiência visual no momento em que elas precisam, seja qual for a situação. Como funciona? De um lado, você se cadastra como voluntário e informa localização, dia da semana e horários em que está disponível para atender. Naquele período, se um usuário do aplicativo estiver próximo a você e precisar de ajuda, o app conecta vocês dois, sem que os dados de ambos sejam visíveis para o outro. Feita a conexão, quem precisa de ajuda aponta a câmera do celular para que você descreva verbalmente a ele o que está vendo. Pode ser um rótulo de remédio difícil de ler ou um ambiente em que a locomoção é dificultada por escadas, por exemplo. O aplicativo funciona em 180 idiomas e já tem mais de 1 milhão de voluntários cadastrados.

Dá uma lida na reportagem que nós já fizemos. Veja aqui.

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