Segurança
20/09/2018 3 min

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Plataformas sociais no combate às fake news

Cada vez mais cobradas pela profusão de notícias falsas que circulam em seus domínios, mídias digitais também buscam soluções para o problema

Grandes corporações de tecnologia, responsáveis por algumas das mais concorridas redes sociais e sites de internet, também se empenham em buscar soluções para combater a disseminação de fake news. Depois de um período em que foram chamadas pela opinião pública a adotar providências e reforçar mecanismos que impedissem sua proliferação, começam a concretizar novos projetos.

Com mais de 1 bilhão de usuários ativos mensais tanto na ferramenta de busca como no YouTube, o Google anunciou um investimento de 300 milhões de dólares nos próximos três anos no Google News Initiative, programa que contempla uma série de ações para acabar com as fake news. Entre elas estão a criação de novas ferramentas que auxiliem os jornalistas na produção de notícias como a Outline, que viabiliza uma rede virtual privada para maior segurança no compartilhamento de dados e entrevistas com porta-vozes. Também está utilizando a tecnologia da Inteligência Artificial para aperfeiçoar a identificação de notícias falsas e assim conseguir eliminá-las dos resultados de buscas dos usuários.

Como parte dessa iniciativa, a empresa também reservou 25 milhões de dólares para o desenvolvimento de recursos com o mesmo propósito especificamente para o YouTube. No planejamento, está a formação de um grupo de trabalho com veículos, organizações e especialistas em notícias para elaborar medidas que combatam as fake news na popular plataforma de vídeo. Entre os integrantes, já estão a rádio Jovem Pan, o grupo Vox Media e o jornal India Today. Outra linha de atuação será o apoio para estruturar a capacidade dos veículos de imprensa na produção de notícias em vídeo, incluindo treinamento de funcionários e equipamentos mais avançados para os estúdios de gravação. A ideia é agilizar a cobertura dos fatos, fazendo com que o conteúdo verídico possa chegar com tanta rapidez à plataforma como hoje chegam os fakes.

Na mesma direção, o Twitter, com 336 milhões de usuários ativos no mundo, divulgou que vai barrar a utilização de robôs – ou bots– para a publicação de mensagens idênticas, curtidas ou redirecionamento de conteúdo em várias contas simultaneamente. Quem insistir em usar esse expediente, terá sua conta cancelada. Essa prática, segundo analistas de mercado, foi bastante utilizado nos Estados Unidos durante as últimas eleições presidenciais para propagar notícias falsas e influenciar os resultados, comprometendo o debate livre e transparente.

Pegando carona na onda da caça às fakes news, o polêmico bilionário Elon Musk, ele mesmo já vítima de várias notícias falsas, também quer dar sua colaboração. Vai implementar um site aberto, denominado Pravda– “verdade”, em russo – em que os visitantes poderão avaliar a credibilidade de notícias e veículos, atribuindo notas e compondo uma espécie de ranking da confiança.

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