Inovação
12/04/2018 4 min

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Quando a inteligência artificial revela seu lado sombrio

E por que robôs automáticos de guerra não são uma boa ideia

Mesmo que a inteligência artificial seja a grande promessa hoje em dia, circulam muitos debates em relação aos limites de uso: um ótimo exemplo é o desenvolvimento de armas autônomas ofensivas.

Essa tecnologia usa inteligência artificial para localizar, rastrear e destruir alvos sem intermediação humana. Mesmo que a ideia de deixar uma decisão tão importante como a de matar para uma máquina pareça extrema, existem alguns defensores. Os argumentos prevalentes neste lado da discussão se baseiam no fato de que este tipo de tecnologia afasta os humanos do combate e aumenta a precisão dos ataques.

É por isso que a Organização das Nações Unidas (ONU) levantou um debate sobre o assunto. O professor de inteligência artificial na Universidade da Nova Gales do Sul, Toby Walsh, em uma entrevista ao TED desmistificou os principais argumentos a favor de armas autônomas ofensivas.

Um dos pontos interessantes que o professor Walsh questiona é a capacidade de maior eficácia e ética que os robôs teriam em combate. Ele aponta que a precisão de ataques feitos com drones, que ainda tem presença humana no processo, foi desmascarada pelos Drone Papers: os documentos vazados indicam que 80% das pessoas mortas nesse tipo de ataque não eram o alvo inicial.

E mesmo que consigamos produzir um robô com inteligência artificial com senso ético e capaz de fazer distinções com base nas regras internacionais de guerra – o que ainda não é possível -, ainda não existe um computador completamente protegido de ataques de hackers, o que aumentaria a vulnerabilidade do equipamento.

O professor Walsh compara o impacto desse tipo de arma com o da pólvora e o da bomba atômica. Essa escalada de potência provavelmente iniciaria uma nova corrida armamentista.    

Para evitar que tudo isso aconteça, a comunidade de profissionais da área de inteligência artificial assinou uma carta aberta para banir o uso dessas armas. Leia aqui.

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