Comportamento
24/01/2019 5 min

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#TenYearsChallenge: o desafio das redes

A brincadeira que virou febre na internet colocou o reconhecimento facial em pauta e causou polêmica, mas veja o que rola de verdade

Não importa se você usa pouco ou é um fanático pelas redes sociais, em algum momento, mesmo que rapidinho, você se deparou com a hashtag #TenYearsChallenge, o desafio que as pessoas estão fazendo para postar fotos atuais e fotos de 2009. Como tudo que bomba na internet, diversas polêmicas foram criadas em cima do que parece uma simples montagem de fotos. Que nesse universo tecnológico os algoritmos são poderosos não é segredo para ninguém, mas será que é realmente para se importar com #TenYearsChallenge?

A tese de que as informações estão sendo usadas por empresas para coletar dados de reconhecimento facial movimentou as redes após um artigo publicado pela especialista em “tecnologia humanista”, Kate O’Neill, na revista norte-americana Wired. De acordo com ela, as fotos postadas por usuários nas redes sociais estariam facilitando o trabalho de softwares de reconhecimento facial.

Rodrigo Nejm, diretor da SaferNet, ONG que defende os direitos humanos na web, explica que apesar da teoria de Kate O’Nell ter fundamentos, quem já participou do desafio não precisa se desesperar. “Não há uma situação de risco”, afirma. O reconhecimento facial e até mesmo os programas que já conseguem prever como a pessoa ficará quando mais velha já existem, e faz algum tempo.

Além disso, o Facebook já tem acesso às suas fotos, textos e tudo o que você joga dentro da rede social. As imagens já podem ser usadas por eles. A montagem do #tenyearschallenge não facilita em nada a vida do Facebook.

Mas não tem jeito, acaba sendo automático. Quando alguma brincadeira ou teste cai na graça da galera nas redes sociais todo mundo participa sem pensar nas possíveis consequências. Nejm explica que esse é o ponto mais complicado quando falamos no uso frequente da internet. Alguma vez quando entrou em uma rede social nova você leu aqueles textos que são feitos para aceitar as regras?

Quase ninguém lê as regras e os termos de uso, e é exatamente ali que contém todas as informações referente aos seus dados pessoais. “Ali as empresas deixam bem claro para o que e também quando pretendem usar os seus dados coletados”, explica. Os famosos testes, que nos pedem autorização para instalar um aplicativo dentro da plataforma do próprio Facebook, é uma das ferramentas mais usadas para coletar dados.

Mas o especialista diz que não é necessário entrar em desespero e deixar de usar as redes sociais. Pelo contrário, com um mundo cada vez mais digital, as redes sociais estão aí para aprimorar nossa comunicação, facilitar nossa vida, mas precisam ser usadas com moderação. Entre as principais dicas para se proteger estão a criação de listas e a escolha de quem pode ver suas postagens. Você pode criar lista para família, trabalho, amigos e na hora da postagem escolher qual grupo pode ter acesso. Veja como fazer:

#TenYearsChallenge

Outra forma de se proteger contra as coletas de dados “sem sua permissão” é desativando alguns aplicativos dentro do próprio Facebook. Você exclui e já consegue um pouco mais de proteção. Para você que não resiste a um teste, é fundamental. Veja o passo a passo:

#TenYearsChallenge

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