Comportamento
15/01/2018 4 min

Vídeo viraliza e se torna peça contra preconceito de raça

Velocidade propiciada pela tecnologia faz imagens rodarem mundo e quebrarem tabus

Um vídeo que rapidamente viralizou na internet se tornou peça contra o preconceito de raças. As imagens de 60 pessoas, que contam seu histórico familiar e se dizem fiéis às suas origens e se descobrem vindos de uma profusão de raças após um teste de DNA, se multiplicaram em telas de dispositivos tecnológicos e surpreenderam os mais tradicionais em relação à formação de sua origem genética. Entre os participantes, da produção realizada pelo site de serviços de viagens Momondo, um inglês que havia manifestado preconceito contra os alemães, antes do exame, verificou que 5% do seu DNA tinham essa mesma origem.

Esse vídeo, que percorre países levado pelas ondas da tecnologia, referenda um levantamento da AncestryDNA que mostra que cada um de nós possui em média raízes genéticas de quatro nacionalidades diferentes. Com os avanços da pesquisa genética, é fácil fazer o mesmo teste que os entrevistados, comercializado por vários laboratórios.

Outra iniciativa, a plataforma digital Diáspora Black, foi criada por empreendedores brasileiros para promover experiências de viagem centradas nos valores, símbolos e referências  da cultura negra. O usuário pode se cadastrar como anfitrião ou hóspede e passa a integrar uma rede global. Já as integrantes da Rede Nacional de Ciberativistas em Defesa das Mulheres Negras desenvolve ações rápidas na internet para contrapor narrativas racistas e sexistas.

Descobertas recentes indicam que a classificação por raça, baseada em critérios como cor da pele e ancestralidade, não tem fundamento científico e que a diferença como definimos hoje, não existe. “Somos todos parentes e todos diferentes”, afirmou o geneticista e professor  titular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)  Sérgio Pena em palestra recente na Academia Brasileira de Ciências.

Segundo Pena, que há mais de 20 anos desenvolve pesquisas genéticas para traçar as origens do povo brasileiro, biologicamente não há diferença significativa entre os grupos humanos. “Temos 20 mil genes e menos de 20 desses genes estão relacionados à cor da pele, e que por sua vez não está associada geneticamente com as habilidades intelectuais, físicas e emocionais. São argumentos racistas e que não têm valor científico”.

Assista ao vídeo:

 

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