Sustentabilidade
07/11/2016 3 min de leitura

Tempo de leitura

Você sabe o que é economia criativa?

Quem vende um parafuso, por exemplo, tem uma noção do valor do seu produto. Sabe quanto custa a matéria-prima, a máquina, o salário do operador, a embalagem, o frete. Dá para tocar, pegar na mão. O cliente entende isso bem. Dá para colocar na ponta do lápis. Mas o que acontece quando o que está…

Quem vende um parafuso, por exemplo, tem uma noção do valor do seu produto. Sabe quanto custa a matéria-prima, a máquina, o salário do operador, a embalagem, o frete. Dá para tocar, pegar na mão. O cliente entende isso bem. Dá para colocar na ponta do lápis. Mas o que acontece quando o que está sendo vendido é uma ideia? Um vestido, um projeto de uma casa, uma música, um desenho, uma escultura, um texto, uma foto, um software, um game? Os profissionais de áreas como essas, que dependem do capital intelectual, da criatividade e do conhecimento de uma determinada área sempre penaram muito com a valorização monetária do seu trabalho. De fato, não é fácil medir coisas intangíveis como ideias e criatividade – mas que têm valor econômico.

A boa notícia é que isso vem mudando nos últimos tempos, com a ajuda da tecnologia, em um fenômeno que ganhou o nome de economia criativa. Mais do que um nome, o mais importante é que governos e outros setores da economia – como a ONU – começam a reconhecer que informação, criatividade, arte, cultura e conhecimento são fontes importantes de empregos e lucros. Um em cada dez euros exportados pela União Europeia vem desse setor, segundo levantamento do Comité Colbert, instituição que reúne diversas instituições culturais da França. Nos Estados Unidos, a economia criativa ultrapassa as exportações americanas de produtos agrícolas e aeroespaciais somados. São US$ 500 bilhões por ano, ou 3,2% do PIB do país, segundo dados do Departamento do Comércio. As tecnologias digitais têm sido um ingrediente importante nessa valorização, mudando a forma como muitos projetos são criados. Elas tornam os produtos culturais mais acessíveis, influenciam os negócios tradicionais, mudam a relação com os consumidores e desafiam até o delicado sistema de direitos autorais.

E a tecnologia é a grande parceira dessa transformação. Em entrevista ao portal UOL, o publicitário Tiago Mattos, fundador da escola de criação Perestroika, acredita que a internet permite um modelo de negócios novo, que poupa o tempo do planejamento estratégico. “É possível lançar um produto sem que ele esteja completamente finalizado, ir aperfeiçoando e corrigindo de acordo com o retorno das pessoas”, disse ele. “Isso permite uma competição mais justa, porque não necessita de capital muito grande para lançamento.” Neste mundo de grandes transformações, isso não é pouca coisa.

Com a ajuda da tecnologia, a economia criativa tende a criar novos ambientes de trabalho, mudando as relações entre patrões e empregados. Já está abrindo caminho para novas start-ups, influenciando a educação e os tipos de empregos e profissões. Novas ideias também mudam os indivíduos, que coletivamente trazem mais ideias, que por sua vez geram outras descobertas e, de repente, como num formigueiro, de milhões de companheiros, de mãos dadas, desenham o futuro.

VOLTAR

Gostou da notícia? Esse artigo te fez pensar diferente?

Curta quantas vezes quiser e mostre o quão relevante foi esse conteúdo pra você!

Conta pra gente o que você achou e comece uma conversa!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

1 comentário

Artigos relacionados