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24/09/2018 3 min

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Tecnologia que se usa

Dispositivos portáteis avançados criam novas possibilidades de conveniência para pessoas com deficiências e cuidadores

Discretas e disfarçadas de acessórios pessoais comuns, novas tecnologias já ajudam a mudar a vida de pessoas com deficiência, cuidadores e familiares, trazendo mais conforto, segurança, tranquilidade e praticidade para o dia a dia. É o caso do Myo, dispositivo em formato de pulseira que se conecta ao computador ou smartphone via Bluetooth. Ao registrar os impulsos elétricos da musculatura humana, possibilita controlar os aparelhos a distância por meio de leves movimentos, seja para usar a barra de rolagem, alternar as janelas ou mudar de aplicativo, entre outras funções.

De tamanho bastante reduzido e utilizado por meio de fixação magnética às hastes de qualquer óculos, o OrCam MyEye 2 recorre à Inteligência Artificial para possibilitar a leitura em tempo real de textos, reconhecimento facial, identificação de produtos, cores, menus e rótulos, tudo com gestos simples. Desenvolvido sob medida para usuários com deficiência visual total ou parcial, não requer conexão à internet.

Uma das maiores preocupações de quem cuida de pessoas com alguma desordem cognitiva, é o risco de sair e se perder, sem saber depois indicar onde mora e não conseguir voltar. A GPS SmartSole funciona como uma palmilha de sapato normal, mas contém sensores com tecnologia celular e geolocalização que rastreiam o usuário, indicando exatamente onde se encontra em qualquer momento do dia. Pode ser programado também para enviar uma mensagem de texto ou e-mail de maneira automática caso o portador saia da área predefinida anteriormente.

Já o AlterEgo, criado por pesquisadores do MIT, ainda está em fase experimental, mas tem uma meta mais ambiciosa. O dispositivo não invasivo, encaixado na orelha e no queixo, permitirá a qualquer um conversar com máquinas, assistentes de inteligência artificial, serviços digitais e até outras pessoas sem usar a voz ou fazer nenhum movimento – basta “verbalizar” internamente o que deseja transmitir, da mesma forma que fazemos em uma leitura silenciosa. O equipamento capta os sinais elétricos induzidos por movimentos sutis, mas deliberados, que acontecem quando o usuário intencionalmente faz essa verbalização mental, realizando em seguida a troca de informações por um sistema computacional de linguagem natural bidirecional. Mas, ao contrário do que possa parecer, o aparelho não pode ler pensamentos. Ele apenas traduz os sinais emitidos pelos músculos faciais e das cordas vocais, sem nenhum acesso direto ou físico às atividades cerebrais.

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