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Novembro Azul: a tecnologia no combate ao câncer de próstata

Novembro Azul: a tecnologia no combate ao câncer de próstata

Dois milhões de novos casos todos os anos. A conta brasileira para os casos de câncer de próstata sinaliza que se você, homem negro (mais suscetível ao tumor), chegou aos 40 anos, e você, homem branco, chegou aos 45, é hora de colocar na agenda os exames anuais para o diagnóstico precoce da doença. Sabe por quê? 

Porque o diagnóstico precoce te insere no grupo em que 97% dos casos são tratados com sucesso, garantindo maior qualidade de vida e longevidade para estar ao lado de quem ama.

Os números do Brasil, quando comparados aos países mais desenvolvidos, nos chamam atenção para um mal ainda associado ao…

Preconceito cultural

Ainda que não haja qualquer justificativa para a resistência masculina ao exame de toque retal – que é indolor e não demora mais que 1 minuto –, perdemos de 3 a      4 pacientes por causa da doença. O índice registrado em países que já conseguiram vencer o preconceito é de 1 perda a cada 10 casos.

E se o Novembro Azul toma as campanhas por mais conscientização já pertinho do final do ano, é hora de pensar que temos mais 11 meses pela frente para pôr essa agenda em dia.

Os avanços da tecnologia têm colaborado bastante para a diminuição do número de óbitos em todo o mundo. E você confere agora como ela pode ser uma importante aliada, da prevenção ao tratamento.

Diagnóstico

É importante ressaltar que o toque retal é ainda o procedimento mais eficiente. O método pode ser otimizado pela dosagem do PSA, antígeno prostático aplicado ao exame de sangue.

O histórico familiar configura um dos fatores de risco mais comuns no desenvolvimento do câncer de próstata. Homens que possuem pais ou irmãos com a doença têm até três vezes mais chances de desenvolvê-la.

Nesse sentido, pacientes com propensões hereditárias já conseguem antever os riscos. O Painel Câncer de Próstata Hereditário avalia 19 genes e é capaz de identificar a predisposição entre gerações. Enquanto o Oncotype DX – teste oncogenético que mede a expressão de 17 genes – fornece a pontuação genômica da patologia e permite avaliar a agressividade de um tumor, com muitas vantagens para os médicos na escolha do tratamento: dá aos especialistas mais segurança na recomendação de suporte clínico ou cirúrgico, radioterápico ou não.

Tratamento

A próstata já pode ser tratada pelo canal da uretra em procedimento cirúrgico que evita que o paciente passe pelas velhas cirurgias abertas.

Os robôs também entram em cena quando a pauta é o combate à doença. Há 3 mil deles operando em todo o mundo, mas a viabilização da tecnologia requer investimentos robustos, por isso, ainda não chegou à rede pública do país, que conta com cerca de 30 aparelhos disponíveis em hospitais da rede privada.

A intervenção robótica acontece via cirurgia realizada por meio de uma incisão de apenas 8 mm na cavidade abdominal. Todo o procedimento é realizado pelo cirurgião em uma mesa de controle computadorizada. Dessa estação, ele coordena os movimentos do robô sem tremores e com bastante precisão. 

O método causa menos dor, exige menor tempo de internação e diminui a possibilidade de sangramento. Torna o pós-operatório mais ameno e colabora para que o paciente retome suas atividades cotidianas mais rápido.

Agora que você já sabe que o exame preventivo pode render muito mais tempo de vida com qualidade, não deixe para depois sua consulta. Quebre seus preconceitos e inclua em seus cuidados a saúde a visita ao urologista anualmente!

Fonte: Dialogando - Novembro Azul: a tecnologia no combate ao câncer de próstata (2021)

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Novembro Azul: a tecnologia no combate ao câncer de próstata 2021-11-22 18:07:18
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