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Pantanal: a tecnologia no combate às queimadas dos períodos da seca

Pantanal: a tecnologia no combate às queimadas dos períodos da seca

Olha que bacana! O Pantanal não está só no foco do horário nobre da televisão, com seus bordões indo parar em mesas de bar Brasil afora, 32 anos depois da primeira versão.

O Complexo do Pantanal agora conta com a tecnologia para reduzir as queimadas na região. E é claro que, no mês da Jornada Socioambiental do Dialogando, essa notícia, que merece ganhar muitos pontos de audiência, não poderia passar despercebida.

O Pantanal é a maior área úmida continental do planeta, um imenso reservatório de água doce importante para o suprimento de água, a estabilização do clima e a conservação do solo.

Mas você já parou para se perguntar qual o tamanho e onde fica, afinal, esse “reino das águas”?

Pantanal – qual seu tamanho e onde fica?

#PraTodosVerem: fotografia colorida registra uma cena típica da selva do Pantanal, com uma onça pintada (nos tons de amarelo e preto) entrando em um rio. À sua volta, o verde toma conta, com a folhagem da vegetação típica do ecossistema pantaneiro.

Pesquisadores afirmam que é difícil mensurar sua dimensão exata, mas, de acordo com o Instituto SOS Pantanal, do total de 195.000 km², 151.000 km² se encontram no Brasil e os demais 44.000 km² estão divididos entre Bolívia e Paraguai. Pense que isso equivale à soma das áreas de quatro países europeus – Bélgica, Suíça, Portugal e Holanda.

Em nosso país, 35% do bioma ocupa o sul do Estado do Mato Grosso e 65%, o noroeste do Mato Grosso do Sul.

Além de sua paisagem fantástica, o Pantanal esbanja uma biodiversidade riquíssima, com o registro de pelo menos 4.700 espécies: 3.500 de plantas (árvores e vegetações aquáticas e terrestres), 656 aves, 325 peixes, 159 mamíferos, 98 répteis e 53 anfíbios.

Uma curiosidade interessante são suas cheias anuais, que transformam toda a região em um deslumbrante lençol d’água que toma 80% de seu território. Fenômeno que obriga parte da população rural a migrar temporariamente para as cidades e vilas, todos os anos.

Pantanal em chamas

#PraTodosVerem: fotografia colorida mostra que as queimadas no Pantanal têm sido uma preocupação constante especialmente depois de 2020, quando o bioma sofreu os maiores incêndios de toda a sua história. A imagem está comparando a mesma área da floresta do pantanal do ano de 2020 para o ano de 2021. No ano de 2021 a floresta, em seu estado natural verde, e em 2020, uma imagem com o céu cheio de fumaça e todo seu território consumido pelo fogo. Reprodução: SOS PANTANAL

As queimadas no Pantanal têm sido uma preocupação constante, especialmente depois de 2020, quando o bioma sofreu os maiores incêndios de toda a sua história, com mais de 26% de seu território consumido pelo fogo, segundo dados da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

O período de secas por lá começa em maio e tem seu auge em setembro, quando parte dos danos nesse ecossistema passam a ser sentidos nas cidades ao seu redor, que ficam cobertas por fumaça e cinzas.

Esses incêndios têm justificativas diversas, desde as naturais (provocados por raios e reflexão de vidros normalmente sobre uma área de vegetação seca), até as chamadas antropogênicas (provocadas pelo homem, em quaisquer vegetações).

No comparativo com 2020, em 2021 os danos causados pelo fogo foram menores, porque o estado, as organizações não governamentais e a própria população local se prepararam melhor para o período. Mas, ainda assim, o bioma teve 1.945.150 hectares consumidos pelas chamas (12,6%).

Essa triste realidade não traz prejuízos apenas de ordem ambiental, tem impactos econômicos e sociais sem precedentes. Afinal, milhares de pessoas vivem do que todo aquele ecossistema tem a oferecer para suas comunidades, o Brasil e o mundo.

Por isso, de uns anos para cá, a tecnologia vem entrando em cena de forma importante para conter tanto os incêndios naturais quanto os criminosos. Entenda!

Inteligência Artificial

A IA (Inteligência Artificial) vem colaborando para a melhoria das análises de informações por meio de sistemas robustos que recolhem dados de sensores, vento e clima, com a entrega de detalhes precisos sobre a vegetação e a fauna que colaboram para que as ações antifogo sejam mais assertivas antes, durante e depois dos incêndios.

Caso do software desenvolvido pelo Centro de Sensoriamento Remoto (CSR) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tecnologia que já consegue prever qual será o comportamento do fogo, sua intensidade e até mesmo previsão de duração.

Satélites

O Pantanal já conta com inovações capazes de criar suposições sobre possibilidades com base nas características da vegetação e o histórico de clima de seus territórios. Soluções que permitem entender qual será a dimensão do problema se, eventualmente, cair uma fagulha em determinado tipo de solo ou se a matéria seca desse solo simplesmente se incendiar devido ao calor.

Todas essas informações são importantes para que brigadistas entendam qual terá que ser o contingente humano necessário se esses focos de fogo se tornarem realidade.

As imagens de satélites também já salvaram a vida de centenas de tamanduás-bandeira monitorados por GPS. Os registros captados por essas ferramentas são possíveis com base na localização desses animais, facilitada por meio dos colares rastreadores. Havendo a dispersão da espécie das áreas consideradas seguras, pesquisadores recebem por e-mail sua localização, para que o resgate aconteça antes que sejam expostos ao perigo.

Drones

Os drones se tornaram fortes aliados da restauração ambiental do bioma. Essas aeronaves mapeiam as árvores e os animais presentes em cada região, ajudando organizações e pesquisadores nas tomadas de decisão em eventual caso de queimada no futuro.

O sistema é um recurso importante para que bombeiros e brigadistas saibam onde realocar animais resgatados, de acordo com a necessidade de cada espécie.

Smartphones

Os dispositivos eletrônicos entram em cena, provando que é possível exercer a cidadania quando esses aparelhos são usados pelo bem comum.

O Observatório Pantanal, coletivo composto por 43 entidades, com a participação e apoio das comunidades pantaneiras, vem usando aplicativos específicos para a troca de informações. Juntos, instituições e população civil compartilham o uso dos recursos naturais por moradores, identificam espécies e monitoram ameaças nas unidades de conservação.

Programa Queimadas INPE

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) cumpre com a entrega importante do portal Programa Queimadas do INPE que monitora incêndios do Pantanal e outras muitas regiões de vegetação em risco. A plataforma realiza pesquisas, o desenvolvimento tecnológico e a inovação de produtos, processos e geoserviços para o monitoramento, a modelagem de ocorrências e propagação e classificação do fogo ativo na vegetação. O serviço aponta riscos, extensões e o grau de severidade de cada foco encontrado.

Os dados para a América, África e Europa, são atualizados automaticamente todos os dias do ano, e o acesso às informações é livre para qualquer interessado por meio de mapas, tabelas e gráficos. Vale a pena conferir!

#PraTodosVerem:  fotografia colorida registra uma Ariranha (animal parecido com uma lontra) nadando em um rio do Pantanal com águas douradas, que está refletindo o sol. Ela está somente com a cabeça para fora, tem o rosto achatado, sua boca rosa, o tom da pele cinza, com olhos esbugalhados para fora.

Se você, como a gente, acredita que a tecnologia pode trazer benesses incríveis a todos os setores da sociedade, compartilhe este post. E, agora que você sabe que esse bioma fundamental está mais protegido, dê o play na novela, porque por aqui também estamos loucos para saber qual dos irmãos vai ficar com a sela de prata!

Fonte: Dialogando - Pantanal: a tecnologia no combate às queimadas dos períodos da seca (2022)

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Pantanal: a tecnologia no combate às queimadas dos períodos da seca 2022-06-15 17:40:40
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