Educação
22/07/2016 2 min de leitura

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Realidade virtual e educação: o mundo na sala de aula

A realidade virtual vem sendo utilizada para trazer novas perspectivas ao ensino.

Os avisos em salas de aula anunciando a proibição de celulares, tablets e outros dispositivos tecnológicos são cada vez mais algo do passado. Se até pouco tempo atrás os aparelhos não eram bem-vindos nas escolas, agora a tendência é utilizá-los a favor dos processos educativos.

Incluída nesse cenário, a realidade virtual (RV) consiste na imersão do usuário em ambientes artificiais por meio de tecnologias interativas, como óculos especiais ou monitores adaptados. Ao pensarmos sobre ela, talvez a primeira coisa que nos venha à cabeça seja a utilização no mercado de entretenimento, principalmente o de games. No entanto, a RV pode ser aplicada em diversos contextos, inclusive o pedagógico.

Seja como facilitadora da relação entre professores e alunos na educação a distância (EAD) ou em salas de aula tradicionais, a realidade virtual vem sendo utilizada para trazer novas perspectivas ao ensino. No contexto da EAD, serve para dinamizar as metodologias e democratizar o acesso à educação, simulando salas de aula a partir de sistemas operacionais criados com essa finalidade. Na formação presencial, é possível que alunos “visitem” lugares distantes sem sair da escola.

De olho nesse mercado, algumas empresas vêm projetando tecnologias de realidade virtual que podem ser utilizadas especificamente na educação. É o caso do Expeditions, aplicativo criado pelo Google, que recria ambientes em 360 graus. Por meio do programa, é possível que os professores guiem seus alunos a mais de 100 destinos, que vão desde um passeio pela lua até a grande muralha da China.

O mais legal da experiência é que ela pode acontecer até em escolas sem wi-fi. Para realizá-la, basta que o professor esteja com um tablet e os alunos tenham um smartphone com o Expeditions instalado e um Cardboard – óculos de baixo custo, feito de papelão.

Nesse contexto, é cada vez mais difícil continuar travando uma guerra contra dispositivos eletrônicos nas salas de aula. É preciso, por outro lado, encará-los como aliados nas dinâmicas pedagógicas. Afinal de contas, o manuseio dessas tecnologias é fundamental para a formação dos estudantes no mundo de hoje, além de trazer novas potencialidades à relação muitas vezes analógica estabelecida entre professores e alunos. Vale a pena tentar.

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