Inovação
21/05/2018 3 min

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Mais tecnologia no campo, colheitas abundantes

Adoção de avanços como a engenharia genética e o geomonitoramento transformaram o Brasil no segundo maior exportador mundial de alimentos

Nas últimas décadas, o Brasil passou de grande importador para o segundo maior exportador de alimentos do mundo, segundo dados da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura). A maior safra global do planeta é brasileira, atingindo 700 milhões de toneladas de cana de açúcar ao ano. Com duas colheitas por ano, o país deve registrar a segunda maior safra de grãos da história no biênio 2017/2018, chegando a 225,6 milhões de toneladas, informa a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). São os resultados mais evidentes e superlativos obtidos pela aplicação de novas tecnologias no campo: maior produtividade e receita.

Graças às pesquisas e avanços na engenharia genética, é possível hoje plantar soja em várias regiões do país, em épocas diferentes e com diversos sistemas de produção, com o desenvolvimento de sementes mais resistentes a pragas e que se adaptam a condições de solo e clima. Não por acaso, o Brasil é também o maior exportador mundial da oleaginosa, sua principal cultura em extensão de área e volume de produção.

Explorando ao máximo todos os benefícios da tecnologia da informação – e, mais recentemente, da Inteligência Artificial – a chamada agricultura de precisão combina automação e levantamento de dados em tempo real sobre o solo, clima, manejo, variações climática, doenças, desempenho de máquinas e mais uma infinidade de informações relevantes captadas por sensores.

O acompanhamento e análise dos resultados garantem decisões mais eficientes e com melhor custo-benefício. Um defensivo agrícola, por exemplo, pode ser aplicado apenas na área afetada e para uma necessidade específica. Do controle biológico à rastreabilidade, a eficiência é maior. Levantamento realizado da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão (CBAP) revelou que 67% das propriedades agrícolas no Brasil já adotam algum tipo de tecnologia.

Os produtores hoje não estão só bem equipados, mas também conectados. Dados do Sebrae mostram que os proprietários utilizam a internet móvel em um patamar acima até da média de acesso da população em geral, calculada em 62%, englobando 71% dos donos de microempresas rurais e 85% das empresas de pequeno porte.

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