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22/05/2018 4 min

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Biofortificação: superalimentos que salvam

Tecnologia de melhoramento genético aumenta o valor nutritivo de legumes e grãos para combater a fome oculta

Um termo simples para designar um grave e complexo problema social: fome oculta, ou a carência de micronutrientes no organismo. Responsável por debilitar mais de dois bilhões de pessoas em todo o mundo, provoca anemia em 48% das crianças com menos de cinco anos de idade, patamar que chega a 55% no Brasil. Biofortificação: um termo complexo para designar uma solução viável, com o apoio da ciência.

Processo de cruzamento de plantas da mesma espécie para melhoria genética, a biofortificação permite obter legumes e grãos com maiores teores de ferro, zinco e vitamina A para ajudar a combater a desnutrição entre as populações mais carentes. No Brasil, a rede BioFORT, coordenada pela Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, reúne os projetos desenvolvidos por pesquisadores de 15 Unidades da instituição, integrando mais de 150 profissionais em 14 estados. O foco são os alimentos básicos como arroz, feijão, feijão-caupi, mandioca, batata-doce, milho, abóbora e trigo. Também são testados produtos elaborados a partir de matérias primas biofortificadas, como a farinha de batata doce, indicada para o preparo de pães, massas e sopas.

A adoção destes super alimentos na dieta apresenta resultados concretos. Estudo recente realizado pelos cientistas em Moçambique revelou que o consumo da batata doce fortificada reduziu tanto a prevalência quanto a duração da diarreia na população infantil. O distúrbio é um dos sintomas da desnutrição e da deficiência da vitamina A , causando a morte de mais de 350 mil crianças na África a cada ano. Cerca de 40% dos menores de cinco anos hoje estão dentro da estimativa de risco. De acordo com os especialistas, este foi o primeiro trabalho a demonstrar que a técnica efetivamente pode contribuir para melhorar a saúde dos pequenos nesta faixa etária. Menores de três anos tiveram a diarreia reduzida em 52%.

Entenda porque os micronutrientes são essenciais e as consequências da suplementação inadequada.

 

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