Como o acesso seguro à internet fortalece os direitos humanos?

10 de dezembro de 2025

No dia 10 de dezembro, celebramos o Dia Internacional dos Direitos Humanos, uma data criada para reforçar a importância de garantir dignidade, liberdade e igualdade para todas as pessoas. Em um mundo cada vez mais digital, essas garantias também passam pelo direito ao acesso à internet. Principalmente no que tange o acesso seguro.

Para aprofundar essa reflexão, convidamos hoje a influenciadora e desenvolvedora backend Stephanie Cardoso para um bate-papo essencial sobre segurança digital, inteligência artificial e acesso à internet como direitos humanos na era conectada. 

Na nossa conversa, ela explica por que a internet se tornou uma infraestrutura tão importante quanto água ou energia, e como a segurança no ambiente digital é um dos pilares fundamentais para que todos possam exercer a sua cidadania. Venha conferir esse bate-papo com a gente!

A luta pelos Direitos Humanos na era digital

O Dia Internacional dos Direitos Humanos é comemorado anualmente no dia 10 de dezembro, data em que é celebrado também o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada desde 1948. 

De lá para cá, muita coisa mudou e o mundo já não é mais o mesmo. A nossa relação com o digital redefiniu o modo como exercemos esses direitos. Direito à educação, ao trabalho, à liberdade de expressão, à saúde, à participação social. Hoje, todos estão profundamente conectados ao acesso à internet. 

É por isso que, desde 2011, segundo reportagem do G1, a ONU reconheceu oficialmente que a conexão à web é parte fundamental da garantia dos direitos humanos e a restrição ao seu acesso é uma violação  dos direitos civis e políticos e vai contra a lei internacional. E o Brasil é um dos países que apoia esse direito.

Aqui, a internet é tratada como infraestrutura essencial para a cidadania. Afinal, quem não está conectado não consegue participar plenamente da sociedade. Não estuda, não envia currículos, não acessa serviços públicos, não trabalha remotamente e nem se informa adequadamente.

Mas garantir o acesso é só metade do caminho. Como destaca a influenciadora e desenvolvedora backend, Stephanie Cardoso, direitos humanos na era digital só existem por completo quando a conexão é segura:  “Sem segurança, você não tem privacidade. Sem privacidade, você não tem liberdade. E sem liberdade, nenhum direito humano funciona”, defende.

Internet como direito básico: inclusão, cidadania e oportunidades

A internet faz parte da vida cotidiana: estudar, trabalhar, consultar documentos, acompanhar notícias, manter vínculos afetivos, pedir comida, assistir a aulas, procurar emprego, emitir documentos, fazer consultas médicas.

Para Stephanie, isso torna a conexão um direito básico, comparável ao acesso à água, à luz e ao saneamento básico. E é exatamente por isso que não dá para pensar em cidadania plena sem a possibilidade de estar online.

No entanto, é importante distinguir que incluir não é apenas conectar. É, também, educar para o uso consciente, criar autonomia digital e garantir que todas as pessoas possam navegar com segurança, para que não aconteça um processo de exclusão digital, que pode acontecer por causa da técnica ou por fatores sociais. 

Afinal, quando alguém não tem acesso ou não sabe se proteger de golpes, desinformação ou riscos, ela perde oportunidades de aprendizado, liberdade e sua capacidade de decidir com autonomia. Por isso, falar sobre direito básico à internet também significa falar sobre responsabilidade coletiva, políticas públicas, educação digital e mecanismos de proteção.

Segurança digital: uma extensão dos Direitos Humanos

A segurança digital não é um luxo tecnológico, mas, sim, uma necessidade fundamental. Stephanie explica que essa área de proteção de dados se apoia em três pilares que também estão no centro dos Direitos Humanos modernos:

  • Privacidade;
  • Autonomia;
  • Liberdade.

Sem esses elementos, a presença digital se torna um risco.  A desenvolvedora backend nos lembra alguns casos que mostram como a falta de segurança viola tais direitos essenciais:

Vazamento de dados

Informações pessoais expostas podem comprometer uma vida inteira. “Você pode perder oportunidades de trabalho, ser vítima de golpes, ter sua identidade usada para crimes. Isso não é só um problema técnico, é uma violação direta dos seus direitos”, afirma Stephanie. O que deixa claro que a segurança não é apenas comandos e dados, mas que pode mexer com a cidadania de cada um, além da saúde emocional e questões sociais.

Manipulação e fake news

A desinformação afeta a democracia, influencia escolhas, fragiliza grupos vulneráveis e reduz a autonomia das pessoas. 

“Fake news moldam opiniões de forma equivocada, interferem em eleições e fragilizam grupos vulneráveis”, pontua a influenciadora. Dessa forma, quando não sabemos distinguir o que é real ou não confiamos na informação, perdemos a nossa autonomia e capacidade de decidir livremente.

Segurança infantil

Crianças e adolescentes conectados sem orientação enfrentam danos emocionais, psicológicos e até físicos. Como nos lembra Stephanie: “Sem proteção adequada, eles ficam expostos a conteúdo impróprio, golpes, exploração e riscos emocionais. Conectar jovens sem ensinar como se proteger é como dar uma chave de casa sem ensinar o que fazer quando aparece alguém perigoso na porta”.

Inteligência Artificial: oportunidades e riscos

Outro ponto importante que Stephanie levanta é a questão da Inteligência Artificial (IA). Segundo ela, ao mesmo tempo em que a IA possibilita uma maior inclusão digital e até mesmo proteção dos nossos direitos, uma vez que ajuda a traduzir conteúdos educacionais, amplia o acesso à informação, identifica golpes, detecta comportamentos suspeitos,  a tecnologia pode também amplificar riscos.

Isso acontece quando a inteligência artificial é utilizada sem responsabilidade, por meio de deepfakes, ferramentas que automatizam golpes e algoritmos que discriminam pessoas. Por isso, a desenvolvedora reforça que “promover direitos humanos na era digital é garantir que todas as pessoas tenham acesso seguro. Inclusão digital não é só conectar; mas é educar, proteger e desenvolver autonomia digital”.

Como se proteger no dia a dia: hábitos de segurança digital

E é a partir da compreensão de que a segurança digital não é só um conceito, mas acima de tudo, um comportamento, que Stephanie traz orientações práticas e acessíveis para serem aplicadas no dia a dia sobre tecnologia e Direitos Humanos. Veja só:

1. Cuidado com phishing

Phishing é uma tentativa de roubo de dados, como e-mails falsos que costumam copiar visualmente bancos e empresas. A dica para se proteger é:

  • Sempre confira o remetente. Muitas vezes, o e-mail vem com um endereço muito parecido com o real, mas com letras trocadas, números no lugar de letras ou domínios estranhos.
  • Um banco jamais vai te pedir senha ou código por e-mail.
  • Se parece suspeito, provavelmente é.

2. Golpes via WhatsApp, SMS e redes

Hoje está cada vez mais comum a tentativa de golpes pelo WhatsApp e redes no geral. Para se proteger, a regra é simples:

  • Desconfie de todo pedido de dinheiro. Mesmo que venha de um parente.
  • Sempre confirme aquela mensagem em outra plataforma, faça uma ligação rápida ou mande áudio.
  • Golpistas se passam por bancos, familiares, empresas. Fique atento!
  • Bancos nunca pedem código, senha ou transferência para ‘verificar conta’.
  • Nunca clique em links enviados por contatos que você não conhece ou que estejam pedindo urgência demais.

3. Fake news: verifique antes de compartilhar

Fake news se espalham rápido porque apelam para a emoção. Por isso, pare e respire antes de compartilhar.

  • Sempre verifique a fonte: É um portal confiável?
  • A informação está em mais de um site sério?
  • É uma notícia antiga sendo repassada como nova?
  • Se o conteúdo te deixou irritado, com medo ou ansioso… aí é que você deve desconfiar.
  • Emoção exagerada é uma das principais táticas da desinformação.

4. Inteligência Artificial e segurança

Com deepfakes e áudios gerados artificialmente, a atenção precisa ser redobrada.

  • Confirme informações por mais de um canal.
  • Desconfie de áudios com pedidos de urgência.
  • Evite expor excesso de informações pessoais online.

Esses hábitos fortalecem a autonomia digital e garantem navegação mais segura. Um passo essencial para exercermos nossos direitos com liberdade, principalmente, no Dia Internacional dos Direitos Humanos. 

Afinal, a internet só cumpre seu potencial transformador quando é acessível, segura e consciente. E é por isso que, hoje, reforçamos essa missão:  defender o direito de todas as pessoas a estarem online e protegidas. 

Se você gostou e quer ver mais sobre a conversa com a Stephanie Cardoso, até para refletir sobre a relação entre tecnologia e direitos humanos, que tal dar o play? E para ver outros conteúdos sobre o acesso à internet como direito humano, é só acessar o Dialogando

Até a próxima!

Fonte: Dialogando - Como o acesso seguro à internet fortalece os direitos humanos? Dialogando

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