Educar é estender os alicerces para o futuro da nossa sociedade e construir parte do nosso legado. A educação é uma das mais poderosas ferramentas de transformação e apesar de ser uma prioridade unânime nos discursos, encontra desafios e dificuldades para se adaptar à realidade atual.
Uma escola que se organiza com base na transmissão e memorização de conteúdos não é compatível com uma realidade em que informações de todos os tipos estão a poucos cliques de distância. Tão pouco funciona uma escola que se fecha em si em um contexto completamente conectado.
“As novas tecnologias – principalmente a internet, com a popularização dos computadores pessoais, smartphones e tablets – transformaram a maneira como vivemos, e carregam um grande potencial para colaborar com a reforma tão necessária da educação: Precisamos de uma transformação pedagógica que permita, através das tecnologias, mudanças na forma como ensinamos e aprendemos”, afirma o psicólogo, consultor de tecnologias educacionais e mestre em comunicação e linguagens, Pablo de Assis.
Nos tempos atuais, qual seria o princípio de uma instituição educacional relevante para sua comunidade?
A escola deveria se beneficiar do que algumas teorias pedagógicas já vêm frisando há tempos: o aluno não pode ocupar o papel passivo de receber informações de seu professor, e nada mais. É preciso estimulá-lo a interagir com aquilo que se quer que ele aprenda, a manipular o conhecimento, de maneira contextualizada e com objetivos concretos, para que se possam tecer teias de significados entre as informações, de modo integrado”, é o caminho que aponta o professor de língua portuguesa do Ensino Fundamental e Médio, Rafael Sachs.
É nesse contato mais intenso e íntimo do aluno com o objeto de estudo que as novas tecnologias servem como ótimas ferramentas. E não estamos falando de simplesmente substituir o livro didático por um tablet e a lousa tradicional por uma digital.
Mais conteúdo digital na escola
A ideia é que os dispositivos como celulares, tablets, computadores, por meio da internet, colaborem para a expansão da sala de aula em diversos aspectos. O professor Rafael indica algumas maneiras:
- O acesso a conteúdos por meio de recursos multimodais, com visões diferentes sobre o mesmo assunto;
- A possibilidade de propor projetos mais complexos, envolvendo mais de uma área do conhecimento até, dando mais autonomia para o aluno no processo de aprendizagem, já que ele tem ferramentas rebuscadas para tal;
- A facilidade do professor de acompanhar um projeto sendo realizado em tempo real, ao invés de avaliar um trabalho somente como produto final.
Com essas opções tecnológicas, até mesmo o espaço físico da escola é transformado. Algumas escolas já liberam o acesso ao Wi-Fi, permitem o uso do celular em sala e mudam a disposição das carteiras para um círculo, estimulando o diálogo e o trabalho colaborativo. Ao contrário do que pode se imaginar inicialmente, o papel do professor é ainda mais essencial nesse contexto:
Ele deixa de ser o portador de conhecimento e experiência, e passa a ser um guia do aprendizado dos alunos, que passam a produzir e criar com os demais alunos conhecimentos que servirão não só para a transformação e aprendizado pessoal, como também para a inserção na sociedade e efetiva transformação da realidade.” explica Pablo.
Apesar dessa visão parecer um tanto quanto “futurista“, são necessidades da sociedade total, visando um futuro melhor para todos.
Algumas escolas já liberam o acesso ao Wi-Fi, permitem o uso do celular em sala e mudam a disposição das carteiras para um círculo?
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