Inovação
25/04/2018 3 min

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Você ensina as máquinas todos os dias

Com aplicativos simples que parecem inofensivos, internautas alimentam inteligência artificial

Virou moda nas redes sociais e entre youtubers um aplicativo chamado FaceApp, que realiza diversas brincadeiras com o usuário sobre sua aparência. Houve muitas polêmicas sobre o programa, que removeu filtros étnicos considerados racistas pelos usuários e, mais recentemente, tem sido muito criticado por sua política de privacidade em conexão com as redes sociais.

Para usar o programa, o usuário concede a permissão para que o FaceApp obtenha fotos da sua rede social, dessa maneira alimentando o banco de imagens do aplicativo que irá utilizar machine learning para executar as mudanças de aparência. O que muitas pessoas não sabem é que elas contribuem diariamente com o processo de aprendizado de sistemas de inteligência artificial, como numa brincadeira aparentemente ‘inofensiva’ como o FaceApp.

O Google e sua inteligência artificial

Em 2009, o cientista de computação Luis von Ahn vendeu para o Google uma tecnologia que ele havia desenvolvido que aproveitava a inteligência da interação que pessoas realizam todos os dias em testes captcha para ensinar as máquinas. O captcha é um tipo de teste utilizado na internet para barrar a atividade de robôs. O tipo mais comum é uma prova com letras e números entortados. Em outros casos pedem para o usuário diferenciar as imagens de um mosaico que mostrem algo em específico, dessa maneira atestando sua humanidade.

Ao longo dos anos o Google ganhou notoriedade por construir um grande arquivo da internet e do conhecimento humano, o que não teria acontecido se pessoas e empresas não tivessem visto a necessidade de fazer parte disso e estar no maior site buscador da internet. Com tanta informação em seu poder, o Google desenvolve desde maio de 2017 um projeto para criar a sua própria inteligência artificial. Dentre os diversos experimentos criados para desenvolver a tecnologia, o Google criou um jogo chamado “Rápido, Desenhe”. O jogo dá uma determinada palavra, como ‘camiseta’, ‘cesto’ ou ‘Muralha da China’ e o jogador precisa fazer um desenho dela em 20 segundos. Dessa maneira, o processo de ensinar uma máquina é gamificado, e ganha uma nova roupagem sob uma interface intuitiva para qualquer pessoa.

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