Aprenda a se proteger dos golpes no Carnaval e curtir a festa de forma segura

11 de fevereiro de 2026

O Carnaval está chegando e a expectativa é de ruas cheias, blocos lotados e uma circulação de pessoas maior do que a dos outros carnavais. Mas, junto com a euforia coletiva, cresce também um risco silencioso: os golpes no Carnaval.  

Acompanhe o texto a seguir e saiba:

  • Por que esse Carnaval é o maior desde 2019;
  • Como se prevenir de roubos e furtos na festa mais animada do ano;
  • Guia de redução de danos a golpes no Carnaval.

Boa leitura! 

Por que o Carnaval 2026 é o primeiro “pleno” desde 2019?

Grupo diversificado de amigos sorrindo, segurando garrafas de bebida e celebrando sob uma chuva de confetes coloridos na rua.

O Brasil passou seis carnavais vivendo exceções. Seja pela pandemia, por crises econômicas ou por eventos climáticos extremos, a festa mais popular do país perdeu, ano após ano, a sua força nas ruas.

2020 a 2022: o silêncio da pandemia

O Carnaval de 2020 aconteceu, mas a sombra do vírus que mudaria tudo já estava à espreita. Em 2021 e 2022, o país viveu o cancelamento quase total da festa. Blocos não saíram, desfiles foram adiados ou realizados sem público, e o que se viu foram tentativas de “Carnaval fora de época”, eventos controlados e experiências digitais que, embora criativas, quebraram o ritmo cultural da celebração.

Além da ausência física, houve uma mudança de comportamento: menos contato, mais desconfiança, menos experiência coletiva em grandes aglomerações.

2023 a 2025: a retomada gradual e os desafios climáticos

A partir de 2023, o Carnaval voltou às ruas, mas de forma gradual. Parte do público ainda estava reticente, cidades adotaram restrições e eventos externos impactaram diretamente a festa. 

Junto a isso, as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024 afetaram o turismo nacional e refletiram também em 2025, com cancelamentos, redirecionamento de recursos públicos e redução do fluxo de foliões em várias regiões do país. O resultado foi um Carnaval fragmentado: forte em alguns polos, enfraquecido em outros.

A projeção 2026: multidões, turismo e faturamento recorde

Em 2026, por sua vez, o cenário muda. Projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) indicam um faturamento estimado de R$ 14,48 bilhões, impulsionado pelo turismo, pelo câmbio favorável e pela retomada plena dos eventos de rua. O que representa um crescimento de 3,8%, se comparado ao mesmo período de 2025.

A expectativa é de a maior concentração de pessoas da década, especialmente em capitais como Salvador, Rio de Janeiro, Recife e São Paulo. Mais gente na rua também significa mais oportunidades para crimes oportunistas, especialmente os digitais.

O perigo da “amnésia de segurança”: como a euforia nos torna alvos

Sem o costume de eventos muito grandes, muita gente pode ir às ruas sem tomar alguns cuidados básicos que eventos massivos como esse exigem. Essa “amnésia de segurança” é um dos principais fatores que explicam o aumento dos golpes no Carnaval.

Desaprendendo a aglomeração

Em blocos cheios, o contato físico constante vira parte do cenário. Empurrões, esbarrões e aproximações deixam de soar como alerta. Esse contexto favorece tanto furtos tradicionais quanto golpes mais discretos, em que a vítima só percebe o problema horas depois.

Segundo estudos sobre comportamento em multidões, quanto maior o nível de excitação coletiva, menor a percepção individual de risco. E isso é um prato cheio para criminosos que sabem exatamente onde e quando agir.

O “celular de Carnaval” em 2026

Levar o celular principal para a folia, com aplicativos bancários, e-mail, redes sociais e documentos digitais, se tornou um dos maiores riscos da festa. Dados da Febraban mostram que o celular já é o principal canal de acesso a serviços financeiros no Brasil, o que transforma o aparelho em um ativo valioso para o crime.

Por isso, cresce a tendência do chamado “celular de Carnaval”: aparelhos mais simples, sem aplicativos sensíveis, usados apenas para comunicação básica. A perda material é menor, e o dano digital é drasticamente reduzido.

A evolução dos golpes: do furto físico ao crime por aproximação

Close-up das mãos de uma pessoa aproximando um cartão de crédito de uma maquininha de pagamento em um ambiente iluminado.

Os golpes no Carnaval também evoluíram. O objetivo não é mais apenas levar o aparelho, mas acessar rapidamente o que está dentro dele.

O golpe do “aproxima e paga” (NFC)

Segundo o Banco Central, o uso do PIX e de outros meios digitais para realizar pagamento por aproximação têm crescido nos últimos anos. O problema é que, em meio ao empurra-empurra dos blocos, criminosos passaram a usar maquininhas escondidas para realizar cobranças indevidas em cartões ou celulares com tecnologia NFC ativada.

Para piorar, sem a necessidade de biometria ou confirmação adicional, a transação acontece em segundos, muitas vezes sem que a vítima perceba na hora, sendo um prato cheio para os ladrões.

O arrastão estratégico

Diferentemente dos arrastões antigos, o foco atual é o aparelho desbloqueado. Enquanto a pessoa filma o bloco ou grava stories, o celular vira um alvo fácil. Em poucos minutos, criminosos conseguem acessar aplicativos bancários, fazer transferências e solicitar crédito antes mesmo que a vítima consiga chegar em casa. 

Guia de redução de danos a golpes no Carnaval

É fato: não existe proteção absoluta. Mas, algumas medidas podem ajudar a reduzir, e muito, os riscos. Acompanhe a seguir dicas valiosas para você não cair em golpes no Carnaval:

Antes de sair

  • Desative o NFC se não for usar pagamentos por aproximação;
  • Reduza os limites diários de transferências e pagamentos nos aplicativos bancários;
  • Ative o app Celular Seguro, do Governo Federal, que permite o bloqueio remoto do aparelho, da linha e dos aplicativos financeiros. E procure os meios de segurança dos seus bancos também.
Mulher jovem com adereços de Carnaval e maquiagem brilhante abrindo uma pochete rosa para guardar ou conferir seus pertences.

Durante a folia

  • Prefira carteiras digitais com biometria ou autenticação forte em vez do cartão físico;
  • Use doleiras ou pochetes por baixo da fantasia, reduzindo o acesso visual ao celular;
  • Evite manusear o aparelho em meio a grandes aglomerações.

O feriado bancário

O Carnaval costuma coincidir com períodos de atendimento reduzido nas instituições financeiras. Por isso, agir rápido é essencial:

  • Assim que perceber qualquer problema, bloqueie imediatamente o aparelho, a linha e os aplicativos. 
  • Registre ocorrência e acompanhe os canais digitais dos bancos, que costumam funcionar mesmo no feriado.

O Carnaval 2026 promete ser histórico. E é por isso que ele exige atenção redobrada. Falar sobre golpes no Carnaval é falar sobre cidadania digital, uso consciente da tecnologia e cuidado coletivo. A festa é mais segura quando cada pessoa entende os riscos e compartilha informação de qualidade.

Por isso, antes de sair para o bloco, vale revisar hábitos, ajustar configurações e combinar estratégias com amigos. E depois da leitura, fica o convite: compartilhe este conteúdo nas redes sociais e deixe nos comentários suas próprias dicas de como se proteger. Informação também é uma forma de cuidado. E, no Carnaval, ela pode fazer toda a diferença.

Até a próxima!

Fonte: Dialogando - Aprenda a se proteger dos golpes no Carnaval e curtir a festa de forma segura Dialogando

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