Comportamento
11/06/2019 10 min

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Crowdfunding: você sabe como funciona?

Entenda como funciona o crowdfunding (financiamento coletivo) e porque esse processo pode ajudar você e o seu projeto a arrecadarem fundos!

Você sabe o que é crowdfunding? Conhecido também como financiamento coletivo, essa é uma modalidade de arrecadação de fundos para projetos. Surgiu por volta de 2005, ganhando força mundial somente quatro anos depois, em 2009. No Brasil, se instalou em 2011. O modelo de economia colaborativa ficou popular pela alternativa de conseguir investimento para tirar projetos do papel, sendo muito utilizado por músicos, ONGs, artistas, empreendedores, cineastas, criadores de conteúdo e outros profissionais.

Diferentemente do investimento tradicional, em que é preciso de poucas pessoas contribuindo com grandes quantias, o crowdfunding conta com a iniciativa de um número alto de pessoas, o voluntariado digital,  que podem investir valores menores. Atualmente, qualquer um pode começar uma campanha de financiamento coletivo — basta ter uma boa ideia e pessoas que acreditem no seu potencial. Depois disso, é só escolher a plataforma para arrecadação desejada, apresentar a ideia para o público, estipular o valor que aquele projeto precisa para ganhar vida e, por fim, estipular o prazo para conseguir o investimento.

Tipos de crowdfunding

Tudo ou nada

O projeto precisa bater a meta estipulada para receber o dinheiro. Caso contrário, se a meta não for batida, todo o investimento é devolvido aos colaboradores.

Flex

É mais flexível e estabelece que o projeto não precisa ter 100% dos fundos arrecadados para o idealizador poder utilizar o dinheiro. Porém, quando essa modalidade é escolhida, as plataformas utilizadas para a arrecadação podem cobrar uma porcentagem maior, como taxa operacional sobre o valor arrecadado.

E as recompensas?

Geralmente, muitos usuários dessas “vaquinhas online” disponibilizam algum tipo de premiação, assim os colaboradores podem receber um produto, agradecimentos, brindes e até mesmo acesso a algum conteúdo exclusivo daquele projeto. Por exemplo, um autor pode fazer o financiamento coletivo para publicar um livro e criar uma recompensa para cada categoria de valor doado, como o nome das pessoas que colaboraram no fim do livro, exemplares digitais e físicos, marcadores de página, ilustrações originais, bottoms personalizados e muito mais.

O Dialogando foi atrás de criadores que dependem do crowdfunding para seguirem com os seus projetos. Confira o que eles disseram!

Criadores que utilizam o crowdfunding

Onde eu posso criar um projeto de crowdfunding?

Existem algumas opções de plataforma para realizar esse tipo de arrecadação, confira a seguir:

Catarse: A maior plataforma de arrecadação no Brasil. O site já conseguiu financiar cerca de 1,8 mil projetos, arrecadando cerca de R$ 31 milhões com o apoio de 216 mil pessoas. Para projetos que conseguem atingir a meta na modalidade tudo ou nada, é cobrado 13% do valor da arrecadação total.

Kickante: Com outros recursos além da arrecadação em si, o Kickante também oferece maneiras de promover uma campanha para aumentar as chances de sucesso. A taxa cobrada em cima do valor de projetos tudo ou nada é de 12%, já para projetos com metas flexíveis é de 17,5%.

Benfeitoria: Diferente das outras, essa plataforma trabalha com iniciativas voltadas para projetos sociais ao promover uma forma de impactar a sociedade positivamente. O site aceita somente a modalidade tudo ou nada, cobrando uma taxa de 1,3% a 4,9% na arrecadação total do projeto, mais R$ 0,39 em cima do valor de cada arrecadação.

Padrim: Essa plataforma funciona com o financiamento coletivo contínuo e é muito utilizada por produtores de conteúdo com seus fãs. No site, os colaboradores se tornam “padrinhos e madrinhas” dos projetos que apoiam, e há uma taxa operacional de 12% do valor arrecadado.

Kickstarter: Conhecido como o maior site de crowdfunding do mundo, pode ser acessado, mas ainda não aceita a moeda brasileira (real) nos incentivos.

Patreon: Popular entre os criadores de conteúdo, o site norte-americano de financiamento coletivo oferece serviços de assinatura para os colaboradores apoiarem os projetos mensalmente, tornando-se “patronos” das iniciativas.

A tecnologia trouxe o crowdfunding para estreitar os laços entre os criadores de conteúdo, criando a possibilidade de uma vida bem mais longa de projetos artísticos e culturais, além de incentivar a criação de muitas novidades. É como diz o ditado: uma andorinha só não faz verão!

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